A Caixa Econômica Federal realiza, nesta quarta-feira, 27 de maio, o pagamento da parcela de maio do Bolsa Família para os beneficiários cujo Número de Inscrição Social (NIS) termina em 8. O valor mínimo desse benefício é de R$ 600, mas com a inclusão de adicionais, o valor médio sobe para R$ 678,01.
Conforme informações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, aproximadamente 19,08 milhões de famílias receberão o benefício neste mês, totalizando um investimento de R$ 12,9 bilhões. Além do valor base, o Bolsa Família oferece três adicionais que contribuem para aumentar a renda das famílias.
O Benefício Variável Familiar Nutriz, por exemplo, garante seis parcelas de R$ 50 a mães que têm bebês de até seis meses, visando assegurar a alimentação adequada das crianças. Outro adicional de R$ 50 é destinado a gestantes e nutrizes, e há também um benefício de R$ 50 para cada filho de 7 a 18 anos, além de um valor de R$ 150 para crianças com até 6 anos.
Tradicionalmente, os pagamentos do Bolsa Família ocorrem nos últimos dez dias úteis de cada mês. Para facilitar o acesso às informações, os beneficiários podem consultar detalhes sobre datas de pagamento, valores e a composição das parcelas através do aplicativo Caixa Tem, que é utilizado para gerenciar as contas poupança digitais do banco.
No último dia 18, a Caixa também realizou um pagamento unificado para beneficiários de 217 cidades em nove estados, independentemente do NIS. Essa ação foi especialmente benéfica para moradores de 124 municípios do Rio Grande do Norte, que enfrentam dificuldades devido à seca.
Além do Rio Grande do Norte, cidades dos estados do Amazonas, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe também foram contempladas. Essas localidades estão em situações de vulnerabilidade, seja por estiagens severas ou pela presença de comunidades indígenas.
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto referente ao Seguro Defeso, conforme estabelecido pela Lei 14.601/2023. Essa mudança visa melhorar as condições de vida das pessoas que dependem exclusivamente da pesca artesanal durante a piracema.
Atualmente, cerca de 2,26 milhões de famílias se enquadram na regra de proteção, que permite que, caso consigam um emprego e aumentem a renda, recebam 50% do benefício que teriam direito por até dois anos. Neste mês, 159.248 novas famílias ingressaram nessa categoria, o que demonstra um avanço na melhoria das condições econômicas.
Vale ressaltar que, em 2025, o tempo de permanência nesta regra foi reduzido de dois anos para um, mas essa alteração apenas se aplica às famílias que entraram na fase de transição a partir de junho do ano passado.

