Brasil condena ataque à Venezuela com Chile, Colômbia, México, Espanha e Uruguai
Brasil condena ataque à Venezuela em comunicado assinado também por Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai, que repudia a operação militar conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano e alerta para riscos à paz regional.
Comunicado conjunto enfatiza Carta da ONU
Divulgado em 4 de janeiro de 2026, o documento classifica o ataque norte-americano como violação “a princípios fundamentais do direito internacional” e menciona, de forma expressa, a Carta das Nações Unidas como base para a defesa da soberania dos Estados. Segundo os países, a intervenção unilateral cria “precedente extremamente perigoso” e expõe a população civil venezuelana a riscos imediatos.
Apelo por solução pacífica liderada pelos venezuelanos
Os seis governos reiteram que a crise deve ser resolvida “exclusivamente por meios pacíficos, mediante diálogo, negociação e respeito à vontade do povo venezuelano”. O texto reforça que somente um processo político inclusivo, conduzido internamente, pode resultar em saída democrática e sustentável para o impasse.
Captura de Maduro eleva tensão regional
No dia anterior ao comunicado, explosões atingiram Caracas e culminaram na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, por forças de elite dos EUA, que os transferiram para Nova York. Especialistas lembram que a última intervenção militar norte-americana na América Latina havia ocorrido em 1989, no Panamá, quando Manuel Noriega foi detido sob acusação de narcotráfico.
Washington alega que Maduro comandaria o suposto cartel de drogas “De Los Soles” e oferecia recompensa de US$ 50 milhões por sua captura. Críticos, porém, veem na ação uma estratégia para afastar Caracas de aliados como China e Rússia e reforçar o controle sobre as maiores reservas de petróleo do planeta.
Pedido de apoio a Guterres e alerta sobre recursos naturais
Ao final da nota, Brasil e os demais signatários solicitam ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apoio para “reduzir tensões e preservar a paz”, além de condenar qualquer tentativa externa de administrar ou se apropriar de recursos estratégicos venezuelanos.
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Crédito da imagem: Reuters/Jeenah Moon
Fonte: Reuters/Jeenah Moon
