Porta-aviões Abraham Lincoln não foi atingido por mísseis iranianos, dizem EUA – O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou, no último domingo (1º de março de 2026), que nenhum dos quatro mísseis balísticos lançados pelo Irã alcançou o porta-aviões USS Abraham Lincoln, deslocado para a costa do Oriente Médio.
Porta-aviões Abraham Lincoln não foi atingido por mísseis iranianos, dizem EUA
Em comunicado divulgado nas redes sociais, o Centcom reforçou que “os mísseis não chegaram nem perto” da embarcação. A mensagem foi acompanhada de imagens de caças decolando do convés do navio, indicadas como prova de que as operações aéreas seguem “sem interrupções” em apoio à campanha militar contra alvos iranianos.
Mais cedo, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) havia informado que quatro projéteis atingiram o Abraham Lincoln. A alegação foi imediatamente contestada por Washington, que classificou a versão de Teerã como “desinformação”. Segundo a Marinha norte-americana, o porta-aviões permanece em posição estratégica no Golfo Pérsico para garantir poder aéreo à coalizão liderada pelos EUA.
O Centcom confirmou, entretanto, que três militares norte-americanos morreram durante bombardeios realizados desde 28 de fevereiro, e cinco ficaram gravemente feridos. Outros combatentes sofreram lesões sem gravidade e devem retornar às missões.
A ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel continua a atingir instalações militares e políticas em solo iraniano. Entre as vítimas estaria o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei. De acordo com o jornal estatal Tehran Times, um conselho provisório formado pelo presidente Masoud Pezeshkian, pelo chefe do Judiciário Gholam Hossein Mohseni Ejeie e pelo presidente do Parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf assumiu o comando temporário.
Analistas internacionais avaliam que a confirmação – ou não – do impacto sobre o porta-aviões é crucial para medir a escalada do conflito. O pesquisador Behnam Ben Taleblu, da Atlantic Council, ressalta que a integridade do Abraham Lincoln “mantém a superioridade naval dos EUA” na região.
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Crédito da imagem: U.S. Navy/Reuters
Fonte: U.S. Navy/Reuters
