Com soluços persistentes, Bolsonaro passa por nova cirurgia O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou ao centro cirúrgico, em 30 de dezembro de 2025, para reforçar o bloqueio do nervo frênico depois de uma nova crise de soluços que se iniciou pela manhã e não cedeu às medicações.
Com soluços persistentes, Bolsonaro passa por nova cirurgia
De acordo com boletim divulgado pelo Hospital DF Star, em Brasília, a equipe médica realizou uma complementação do bloqueio dos nervos frênicos bilaterais, técnica já adotada dois dias antes no lado esquerdo e três dias antes no lado direito. O procedimento tem como objetivo reduzir a irritação do diafragma, músculo responsável pela respiração e, consequentemente, pelos soluços.
A unidade de saúde informou que Bolsonaro permanece em acompanhamento pós-operatório da cirurgia de hérnia inguinal realizada em 25 de dezembro. Os médicos também programaram para o dia seguinte a realização de uma endoscopia digestiva alta, com a finalidade de avaliar possível refluxo gastroesofágico, fator que pode agravar episódios de soluços.
O boletim é assinado pelos profissionais Claudio Birolini (cirurgião geral), Leandro Echenique e Brasil Caiado (cardiologistas), Mateus Saldanha (radiologista intervencionista), Lauro Bogniotti (anestesiologista) e Allisson Barcelos Borges (diretor-geral do hospital). Segundo eles, o paciente segue em fisioterapia respiratória, uso noturno de aparelho CPAP para apneia do sono e medidas preventivas contra trombose.
Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, relatou em rede social que o marido apresentou soluços ininterruptos a partir das 10h. “A equipe médica optou por um reforço no bloqueio do nervo frênico”, escreveu. Este é o terceiro bloqueio do tipo desde o início da internação em 24 de dezembro.
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Bloquear o nervo frênico é uma opção empregada quando episódios de soluços se tornam persistentes, condição descrita em literatura médica como aquela que dura mais de 48 horas. A intervenção consiste em anestesiar o nervo para reduzir os espasmos involuntários do diafragma, explicam especialistas da Mayo Clinic, instituição de referência internacional.
Bolsonaro permanece sob custódia da Polícia Federal em razão de condenação relacionada a tentativa de golpe de Estado, mas recebeu autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para cumprir a pena no hospital durante o tratamento atual. A expectativa inicial dos médicos era de alta somente após 1º de janeiro.
Com a nova intervenção, a equipe avaliará a evolução clínica nas próximas 48 horas, quando decidirá sobre a possibilidade de alta ou necessidade de novas ações terapêuticas.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
