Em entrevista à Veja, Ciro Gomes afirmou que Lula e Bolsonaro seguem as mesmas diretrizes econômicas. O pré-candidato ao governo cearense também descartou apoio ao rival Flávio.
No dia 19 de junho de 2026, o pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), fez declarações polêmicas ao afirmar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), e o ex-presidente Jair Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), são “rigorosamente iguais”, apesar das aparências distintas. A declaração foi feita em uma entrevista à revista Veja.
Ciro argumentou que, em sua análise, ambos os líderes políticos compartilham as mesmas diretrizes econômicas, como o câmbio flutuante, o superávit primário, metas de inflação, a autonomia do Banco Central, a paridade internacional de preços da Petrobras, além de serem favoráveis à reforma da previdência e a privatizações.
“Tirando a estética, os dois são rigorosamente iguais: câmbio flutuante, superávit primário, meta de inflação, autonomia selvagem do Banco Central, política de paridade de preço internacional da Petrobras, reforma da previdência, privatização fraudulenta”, declarou Ciro Gomes.
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Quando questionado sobre sua relação com Lula e Flávio Bolsonaro, bem como sobre o apoio do PL no Ceará, Ciro destacou que as alianças regionais não são necessariamente reflexo dos embates políticos em nível nacional. Para ele, o cenário político varia bastante entre os estados brasileiros, citando a diferença entre a cultura política do Ceará e a de outras regiões, como Santa Catarina.
“Não há uma única eleição federativa no Brasil em que você não encontre isso. Primeiro por ser uma hiperfederação. O que tem a ver a cultura política de Santa Catarina com a cultura política do Ceará? São completamente distintas. Lá, o PL é favorito. Aqui é odiado. Não tem como conciliar”, explicou Ciro.
Além disso, Ciro Gomes foi claro ao negar a possibilidade de apoiar Flávio Bolsonaro. “Apoiar Flávio Bolsonaro não está em discussão. Se estivesse, nós não tínhamos nem sentado para conversar sobre a aliança regional”, afirmou, reforçando sua posição no cenário político cearense.

