Uma varredura de rotina realizada no gabinete do governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, revelou a presença de equipamentos utilizados para escutas no Palácio Guanabara. A informação foi confirmada por fontes oficiais do governo fluminense.
Em nota, o Governo do Estado informou que o material encontrado por agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) é descrito como “aparentemente antigo”. Segundo o governo, os agentes realizaram uma varredura na qual localizaram o equipamento de escuta. “O material, aparentemente antigo e sem funcionalidade, foi retirado pelos agentes”, destacou a nota.
No momento, Ricardo Couto de Castro, que também é presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), ocupa interinamente o cargo de governador do estado. A situação ocorre após uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu manter Couto de Castro à frente do Executivo estadual. Essa decisão foi tomada após um pedido apresentado pelo PSD, e permanece válida até que o STF conclua o julgamento que definirá como será realizada a eleição para o chamado “mandato-tampão” no Executivo fluminense.
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O ocorrido levanta questões sobre a segurança e a privacidade no ambiente político, especialmente em um momento em que a confiança nas instituições é fundamental. A presença de equipamentos de escuta, mesmo que considerados antigos, pode indicar que a vigilância e a espionagem ainda são preocupações relevantes nos corredores do poder.
Por enquanto, o governo fluminense não divulgou mais detalhes sobre a origem dos dispositivos de escuta ou como eles foram parar no gabinete. A situação segue sendo monitorada, e novas informações podem surgir conforme as investigações avançam.
