Bolsonaro tem crise de soluço e recebe atendimento médico na prisão O ex-presidente Jair Bolsonaro foi atendido por profissionais de saúde em 27 de novembro, na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, após apresentar mais um episódio de soluços persistentes.
Bolsonaro tem crise de soluço e recebe atendimento médico na prisão
Segundo os vereadores Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e Jair Renan (PL-SC), filhos do ex-chefe do Executivo, os espasmos começaram durante a noite anterior e continuaram ao longo do dia. Nas redes sociais, Carlos relatou que o pai permaneceu com “soluços ininterruptos”, motivo que levou a equipe de plantão a acionar o serviço médico da unidade.
De acordo com o histórico clínico divulgado anteriormente, as crises são consequências das múltiplas cirurgias abdominais realizadas após a facada sofrida por Bolsonaro em 2018, durante a campanha presidencial. Os procedimentos deixaram sequelas que incluem refluxo e episódios frequentes de soluço.
Atualmente, o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de reclusão pela participação em uma trama golpista que buscava impedir a transição democrática de poder. Por prerrogativa legal, ele ocupa uma sala adaptada no prédio da PF, onde permanece sob vigilância constante.
Fontes próximas ao caso afirmam que, após avaliação clínica e administração de medicamentos antiespasmódicos, Bolsonaro voltou para a cela sem complicações adicionais. O boletim interno da PF não registrou necessidade de transferência para unidade hospitalar, mas o monitoramento seguirá pelas próximas 48 horas.
Embora episódios de soluço geralmente cessem espontaneamente, casos prolongados podem indicar alterações no nervo frênico ou em regiões do sistema digestivo. De acordo com o Ministério da Saúde, crises acima de 48 horas exigem investigação detalhada para afastar complicações gastrointestinais.
O Palácio do Planalto e o Partido Liberal (PL) não comentaram o atendimento. Nos corredores do Congresso, opositores voltaram a questionar as condições especiais concedidas ao ex-mandatário, enquanto aliados afirmam que a assistência prestada segue o protocolo previsto para qualquer custodiado com necessidades médicas.
No momento, não há previsão de novos exames. Caso a crise retorne com intensidade, a equipe da PF poderá autorizar encaminhamento ao Hospital das Forças Armadas, referência no atendimento a detentos de alta relevância.
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Crédito da imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
