Bolsonaro passa por nova cirurgia para tratar soluço crônico O ex-presidente Jair Bolsonaro foi submetido a um procedimento no nervo frênico para tentar conter episódios de soluço que se prolongam há nove meses, informou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em nota divulgada nas redes sociais.
Bolsonaro passa por nova cirurgia para tratar soluço crônico
De acordo com Michelle, a intervenção ocorreu no sábado (27 de dezembro) e teve como alvo o nervo responsável pelo controle do diafragma, cuja estimulação inadequada estaria provocando o soluço ininterrupto. A esposa do ex-presidente descreveu o quadro como “nove meses de luta e angústia com soluços diários”.
Dois dias antes, na quinta-feira (25), Bolsonaro já havia passado por uma cirurgia para correção de uma hérnia inguinal. Ambos os procedimentos aconteceram em Brasília, após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu a saída temporária do político da Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena de 27 anos e três meses pela condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado.
Especialistas explicam que o nervo frênico é responsável por enviar impulsos ao diafragma, sendo fundamental para a respiração. Quando há irritação ou compressão, podem surgir espasmos involuntários, gerando crises de soluço prolongadas. A cirurgia, em geral minimamente invasiva, busca interromper ou modular esses impulsos anômalos.
Michelle Bolsonaro não detalhou a duração nem o local exato da operação, mas afirmou que a equipe médica está otimista com a evolução pós-operatória. “Seguimos em oração para que o tratamento finalmente traga alívio”, escreveu.
O ex-presidente permanece sob supervisão médica e deve retornar ao custodiado da Polícia Federal assim que receber alta. A defesa de Bolsonaro afirma que apresentará laudos complementares ao STF para justificar possíveis revisões no regime de cumprimento de pena, alegando a necessidade de cuidados de saúde contínuos.
No cenário político, aliados avaliam que a repercussão do estado de saúde pode influenciar futuras estratégias jurídicas. Já oposicionistas destacam que o tratamento não altera o teor da condenação, sustentando que o cumprimento da pena deve prosseguir normalmente.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
