Após ameaça de Trump, Petro diz que pegará em armas
Após ameaça de Trump, Petro diz que pegará em armas na última segunda-feira (5 de janeiro), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou em publicações na rede X que, se necessário, retomará o uso de armas para proteger a soberania nacional e autorizou as Forças Armadas a disparar contra qualquer invasor.
Contexto das declarações
As mensagens de Petro responderam a Donald Trump, que, na véspera, ameaçou lançar uma operação militar contra a Colômbia. No texto, o presidente colombiano lembrou ter renunciado às armas após o Pacto de Paz de 1989, mas declarou que o compromisso com a pátria se sobrepõe a esse juramento. Ex-integrante da guerrilha M-19, ele ressaltou: “Conheço a guerra e a clandestinidade, mas pela pátria voltarei a empunhar uma arma, ainda que não queira”.
Ordem às Forças Armadas
Petro determinou que qualquer comandante que “prefira a bandeira dos Estados Unidos à bandeira da Colômbia” se afaste imediatamente do cargo. Na mesma publicação, enfatizou que a orientação às tropas é não atirar contra civis, mas sim contra potenciais invasores estrangeiros. “A Constituição ordena à força pública que defenda a soberania popular”, escreveu.
Acusações de Trump e resposta de Petro
Trump classificou a Colômbia como “um país doente” e acusou Petro, sem apresentar provas, de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos. O líder colombiano rebateu citando medidas de seu governo contra o narcotráfico, divulgou extratos bancários para provar que vive apenas do salário e declarou não ter vínculos com atividades ilícitas. “Não sou ilegítimo nem narcotraficante”, afirmou.
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Escalada regional
A tensão aumentou após os Estados Unidos capturarem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em operação realizada em 3 de janeiro. De acordo com a agência Reuters, analistas temem que a ação abra precedente para intervenções militares em outros países sul-americanos.
Petro finalizou pedindo que a população “defenda o presidente de qualquer ato violento ilegítimo” e reafirmou confiança no apoio popular.
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Crédito da imagem: Reuters/Luisa Gonzalez
Fonte: Reuters
