A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu, em reunião realizada na última sexta-feira, 29 de maio, o teto de 5,11% para o reajuste anual dos planos de saúde individuais e familiares. Este índice, que representa o menor aumento da história da autarquia, excluindo o índice negativo registrado em 2021, impacta diretamente aproximadamente 7,7 milhões de consumidores em todo o Brasil.
Esse número corresponde a 14,5% dos usuários de assistência médica no mercado nacional. A nova taxa será aplicada somente aos contratos regulamentados, ou seja, aqueles assinados a partir de janeiro de 1999, além dos convênios antigos que foram adaptados à legislação federal.
“O cálculo busca o equilíbrio financeiro do setor”, afirmou Wadih Damous, diretor-presidente da ANS, ressaltando que as operadoras deverão aplicar o reajuste apenas no mês de aniversário do contrato.
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A cobrança das faturas com vencimento em maio e junho ocorrerá de forma retroativa, o que significa que os consumidores começarão a pagar os novos valores a partir de julho ou agosto. A metodologia utilizada pela ANS para chegar a esse percentual considera dados das demonstrações contábeis das operadoras de saúde, combinando a variação das despesas hospitalares com a inflação oficial do país.
Importante destacar que os custos assistenciais reais das empresas têm um peso de 80% na composição do índice final, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) geral representa os 20% restantes. De acordo com a ANS, os gastos com atendimentos médicos nos contratos individuais aumentaram 8,32% em 2025 em comparação com 2024, justificando a necessidade de ajuste pelo aumento no consumo dos serviços e pela incorporação de novos procedimentos.
Os consumidores devem ficar atentos ao lançamento dos novos percentuais nos boletos mensais, pois as operadoras não poderão ultrapassar o limite estabelecido pela regulamentação. Essa é uma medida que visa garantir a transparência e a proteção dos direitos dos usuários de planos de saúde no Brasil.
