O Brasil foi eliminado da Copa do Mundo após uma derrota de 2 a 1 para a Noruega, em partida realizada no dia 5 de julho de 2026, em Nova Jersey. O técnico Carlo Ancelotti, em sua análise sobre o jogo, afirmou que a seleção não merecia o resultado negativo.
Na coletiva de imprensa após o confronto, Ancelotti expressou sua insatisfação com o placar, mas elogiou a dedicação e o desempenho dos jogadores durante toda a competição. Para ele, a equipe teve várias oportunidades e se esforçou o suficiente para conquistar um resultado diferente.
“Estamos muito tristes pelo resultado, mas foi uma experiência bonita. No esporte, nem tudo sai perfeito. Acredito que, pelo esforço de hoje, não merecíamos perder, mas temos que reconhecer que a equipe rival possui jogadores muito bons que fizeram a diferença”, afirmou o treinador.
O Brasil teve a chance de abrir o placar ainda no primeiro tempo, quando Bruno Guimarães cobrou um pênalti, mas o goleiro Nyland fez uma defesa crucial. A Noruega, por sua vez, aproveitou as oportunidades e marcou duas vezes com Erling Haaland no segundo tempo. Neymar conseguiu descontar nos acréscimos, mas não foi o suficiente para evitar a eliminação.
Durante a partida, a seleção brasileira adotou uma estratégia mais focada em contra-ataques, enquanto a Noruega dominou a posse de bola, realizando 581 passes, quase o dobro dos 291 do Brasil. Ancelotti ressaltou que a abordagem da equipe brasileira levou em consideração a movimentação do meia Martin Odegaard e o risco de deixar Haaland livre para atacar.
“O jogo me parecia controlado, tivemos oportunidades. Era complicado fazer uma pressão alta, pois o Odegaard recuava muito e isso representava um risco de deixar o Haaland em um contra um”, explicou Ancelotti. “Eles tentaram manter a intensidade do jogo com a posse de bola. Durante 70 minutos, tivemos o jogo sob controle, mas o Haaland acabou decidindo.”
O treinador também comentou sobre a escolha de Bruno Guimarães para a cobrança do pênalti, justificando que a decisão foi tomada com base em um levantamento estatístico sobre o aproveitamento dos jogadores nas penalidades. “Fizemos uma estatística de um ano. O melhor era Neymar, seguido por Igor Thiago, Raphinha e depois o Bruno Guimarães. Pensamos no que era melhor em campo”, disse.
Com a eliminação, o Brasil repetiu sua pior campanha em Copas, igualando a performance de 1990, quando também caiu nas oitavas de final. Ancelotti, no entanto, se mostrou otimista e afirmou que a seleção deve olhar para o futuro. “Quando passamos por um momento assim, temos que pensar que uma derrota é também um começo. Precisamos continuar melhorando. Não é o fim, é o começo de um novo ciclo”, concluiu.

