Ameaça de bomba contra Cármen Lúcia é revelada em palestra no DF
Ameaça de bomba contra Cármen Lúcia é revelada em palestra no DF foi o que a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou, na última terça-feira (18 de março de 2026), durante uma palestra para estudantes de direito do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB).
Ameaça de bomba contra Cármen Lúcia é revelada em palestra no DF
Sem fornecer detalhes operacionais, a magistrada informou ter recebido, pouco antes de chegar ao evento, avisos de que “mandaram uma bomba” destinada a matá-la. Diante do auditório, ela afirmou estar “vivíssima” e acrescentou que, se a ameaça fosse real, “pior para quem mandar”.
Contexto da declaração
O encontro no UniCEUB, organizado para discutir representação feminina e os desafios do combate à violência política de gênero, contou com a presença de centenas de alunos. Segundo Cármen Lúcia, o número de atentados contra mulheres em espaços de poder cresce de forma preocupante. Ela lembrou que assassinatos de mulheres são noticiados diariamente e clamou: “Parem de nos matar, porque nós não vamos morrer”.
Violência política de gênero em destaque
Dados do Supremo Tribunal Federal mostram que o tribunal tem recebido cada vez mais denúncias envolvendo ameaças a agentes públicas. Para a ministra, o fenômeno vai além da violência doméstica e atinge diretamente a participação feminina em cargos eletivos e instituições do Estado.
Reação das autoridades
Após a fala da magistrada, equipes de segurança do próprio STF e da Polícia Federal foram alertadas. O UniCEUB reforçou, em nota, que não houve interrupção do evento e reiterou a confiança nos protocolos de segurança adotados pelo campus.
Próximos passos
Cármen Lúcia não revelou se pedirá investigação formal sobre a suposta bomba, mas reiterou que seguirá atuando normalmente no STF. A ministra é uma das vozes mais ativas na corte em defesa dos direitos das mulheres e já relatou outros processos relacionados a violência de gênero.
O episódio reforça o debate sobre proteção a autoridades e o impacto da violência política de gênero no Brasil. Para aprofundar o tema, leia também nossa cobertura em Justiça e acompanhe as atualizações.
Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
