Agressões de Jairinho: jovem relata socos e afogamento no júri ganharam destaque no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, quando Kaylane de Oliveira Duarte Pereira, 18 anos, descreveu episódios de violência que teria sofrido do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, réu pela morte de Henry Borel.
Agressões de Jairinho: jovem relata socos e afogamento no júri
Relato detalhado de violência física
A estudante de turismo contou que conheceu Jairinho aos três anos, quando sua mãe, Natasha de Oliveira Machado, iniciou relacionamento com o então parlamentar. Segundo Kaylane, as agressões começaram por volta dos seis anos e incluíam socos na cabeça, torções de braço e afundamento em piscina. Nos depoimentos, ela explicou que o réu pressionava seu abdômen com o pé até que seu corpo tocasse o fundo, liberando-a apenas para retomar o fôlego antes de submergir novamente.
Silêncio imposto e ausência de marcas
Sem apresentar lesões aparentes, a jovem disse ter sido orientada por Jairinho a omitir a violência para “não entristecer” a mãe. Em uma ocasião, foi instruída a atribuir um machucado ao jiu-jítsu. Kaylane também recordou frases do réu afirmando que ela “atrapalhava” o relacionamento do casal e a vida de Natasha.
Impactos psicológicos e busca por justiça
O medo, relatou a testemunha, fazia com que vomitasse ao ver o carro de Jairinho. Somente cerca de um ano após o término do namoro da mãe, e ao assistir a um caso semelhante na televisão, reuniu coragem para revelar a história à família. A repercussão do caso Henry Borel despertou novo gatilho: “Se eu tivesse falado antes, talvez não chegasse onde chegou”, afirmou, dizendo ter incentivado a mãe a procurar Leniel Borel, pai de Henry.
Depoimento da mãe e acusações adicionais
Natasha Machado confirmou que não percebia sinais de lesão na filha, mas relatou suspeitar de ter sido dopada por Jairinho durante o relacionamento. Em certa noite, fingiu tomar um comprimido e flagrou o réu levantando a menina da cama. Natasha acrescentou ter sofrido violência psicológica após a separação, incluindo divulgação de foto íntima que atribui ao ex-companheiro.
Julgamento em andamento
O júri popular, composto por sete cidadãos, analisa acusação do Ministério Público de que Jairinho matou Henry Borel, de quatro anos, em março de 2021, empregando meio cruel e impedindo defesa da vítima. Ele também responde por tortura, fraude processual e coação. A mãe de Henry, Monique Medeiros, é ré por homicídio e outros crimes. Informações sobre o andamento processual podem ser consultadas no site do Ministério Público do Rio de Janeiro.
O defensor Fabiano Lopes, ausente nos primeiros dias de audiência por infarto, retornou ao tribunal, argumentando necessidade de acompanhar depoimentos de testemunhas que também o acusam de violência.
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Crédito da imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
