Ação dos EUA contra Venezuela deve cessar, diz embaixador do Brasil na ONU foi a mensagem central levada pelo diplomata Sérgio Danese ao Conselho de Segurança, em reunião realizada em 24 de dezembro de 2025, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
Ação dos EUA contra Venezuela deve cessar, diz embaixador do Brasil na ONU
Representando o governo brasileiro, Danese classificou as operações militares norte-americanas na fronteira venezuelana como “violações à Carta das Nações Unidas” e pediu que sejam encerradas “de forma imediata e incondicional”. Segundo o embaixador, o confronto ignora os instrumentos políticos e jurídicos disponíveis para a solução de controvérsias internacionais.
O diplomata reforçou que Brasília “convida ambos os países a um diálogo genuíno, conduzido de boa-fé e sem coerção”. Ele lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou disposição para intermediar conversas diretas entre Washington e Caracas, somando-se a possíveis iniciativas do secretário-geral da ONU.
Danese também destacou que a América do Sul “é e quer permanecer uma região de paz”, enfatizando que um eventual conflito poderia extrapolar as fronteiras continentais e gerar repercussões globais. Para o embaixador, proteger a estabilidade sul-americana é interesse de toda a comunidade internacional.
Do lado norte-americano, ordens do presidente Donald Trump mantêm um cerco militar à Venezuela com o objetivo declarado de retirar Nicolás Maduro do poder, líder que a Casa Branca acusa de comandar um “cartel narco-terrorista”. Trump tem citado publicamente a possibilidade de invasão do território venezuelano há várias semanas.
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O apelo brasileiro alinha-se a princípios já consagrados na Carta das Nações Unidas, que privilegia soluções pacíficas e proíbe o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado.
Em linhas gerais, o discurso de Danese reforça a tradição diplomática brasileira de defesa do multilateralismo e da resolução negociada de conflitos, reiterando a intenção do Palácio do Planalto de atuar como mediador para evitar a escalada militar no continente.
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Crédito da imagem: Valter Campanato/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
