Maduro desembarca em Nova York sob escolta de agentes federais
Maduro desembarca em Nova York cercado por dezenas de agentes do FBI e da DEA, após ser capturado em Caracas durante uma operação militar inédita dos Estados Unidos, realizada no último sábado (3 de janeiro de 2026).
Escolta intensa no Aeroporto de Stewart
Imagens de emissoras norte-americanas registraram o momento em que o avião com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cília Flores, pousou no Aeroporto Internacional de Stewart, no Vale do Hudson, a cerca de 95 quilômetros da cidade de Nova York. Vestindo moletom com capuz, o líder venezuelano aparentava usar algemas nos pulsos e tornozelos e demonstrou dificuldade para descer a escada da aeronave até a pista, onde foi encaminhado a um hangar sob forte vigilância federal.
Transferência a Manhattan e acusações
Fontes do governo dos EUA informaram que o casal será levado de helicóptero até a sede da DEA, em Manhattan, antes da remoção para presídios federais. Ambos responderão a processos por tráfico internacional de drogas, acusação que ainda não foi acompanhada de apresentação pública de provas pelas autoridades norte-americanas, conforme destacou a agência Reuters.
Operação militar planejada por meses
Em coletiva de imprensa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ação que resultou na captura de Maduro envolveu aproximadamente 150 aeronaves e “meses de planejamento”. Segundo Trump, Washington assumirá a administração temporária da Venezuela até uma “transição de poder” não detalhada. O mandatário não informou por quanto tempo pretende exercer o controle direto sobre o país vizinho, que possui mais de 2 mil quilômetros de fronteira com o Brasil.
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Reação política em Caracas
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, rejeitou qualquer subordinação ao governo norte-americano e sinalizou resistência a um eventual governo interino indicado por Washington. Analistas ouvidos por veículos internacionais avaliam que a intervenção tende a agravar a instabilidade na América Latina e a provocar respostas nos organismos multilaterais.
Com a chegada do presidente deposto aos Estados Unidos, a expectativa recai agora sobre o andamento do processo judicial e sobre eventuais negociações políticas envolvendo setores do governo venezuelano que permanecem no poder em Caracas.
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Crédito da imagem: ABC Affiliate WABC/Reprodução
Fonte: ABC Affiliate WABC/Reuters
