Deltan paga indenização a Lula ligada ao PowerPoint da Lava Jato O ex-procurador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, depositou R$ 146 mil em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cumprindo a condenação por danos morais decorrente da apresentação do polêmico PowerPoint que, em 2016, apontava o então ex-presidente como o centro de uma suposta organização criminosa.
Pagamento confirmado no Tribunal de Justiça
O comprovante de depósito foi encaminhado ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) em 3 de dezembro de 2025, etapa que encerra a execução determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O montante, corrigido por juros desde a sentença de março de 2022, foi arrecadado por meio de doações de apoiadores do ex-procurador.
Origem da condenação
A decisão do Superior Tribunal de Justiça fixou indenização de R$ 75 mil, valor que, com correções, alcançou os atuais R$ 146 mil. A corte entendeu que a exposição de Lula em slides com círculos azuis, amplamente veiculados pela imprensa e nas redes sociais, extrapolou o dever funcional do Ministério Público e feriu a honra do então investigado.
Anulação de processos pela Suprema Corte
Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as ações contra Lula após concluir que o ex-juiz Sérgio Moro agiu com parcialidade. À época, o atual ministro do STF, Cristiano Zanin, atuando como advogado de defesa de Lula, contestou a conduta de Dallagnol e de outros integrantes da força-tarefa, acusando-os de rotular o ex-presidente como “comandante” do esquema sem provas concluídas.
Dallagnol mantém discurso de “convicção”
Mesmo depois da ordem de pagamento, Dallagnol declarou que “fez a coisa certa” e não se arrepende da apresentação. Para ele, o material representava convicções da equipe responsável pelas investigações da Lava Jato.
Carreira política interrompida
Eleito deputado federal em 2022, Dallagnol perdeu o mandato em maio de 2023, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontou que o ex-procurador pediu exoneração do Ministério Público enquanto tramitavam processos administrativos que, se concluídos, poderiam torná-lo inelegível.
Com o pagamento efetivado, resta apenas a quitação processual para encerrar o litígio entre as partes, marcando mais um capítulo do impacto jurídico e político da Lava Jato.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
