PF quer interrogar Bolsonaro sobre documentos achados no Alvorada depois que dois cofres abertos na residência oficial revelaram papéis e bens atribuídos ao ex-presidente, conforme pedido encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
PF quer interrogar Bolsonaro sobre documentos achados no Alvorada
A solicitação foi registrada em 18 de dezembro, quando a Polícia Federal informou ter sido acionada pela Presidência da República para inspecionar os cofres instalados no Palácio da Alvorada. A abertura ocorreu em 25 de junho, ocasião em que agentes localizaram documentos pessoais e outros bens pertencentes a Jair Bolsonaro.
No ofício encaminhado ao STF, a corporação destacou a necessidade de colher depoimento “para elucidar a propriedade e a origem de tais bens”. A oitiva deve ocorrer na Superintendência da PF em Brasília, local onde o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses por condenação na ação penal sobre a trama golpista.
O ministro Alexandre de Moraes, relator de diferentes inquéritos envolvendo o ex-chefe do Executivo, ainda não se manifestou sobre a nova diligência. Se autorizada, a audiência seguirá o procedimento padrão previsto na Lei de Execução Penal, garantindo a presença de defesa e de representantes do Ministério Público.
Segundo a Presidência, a descoberta dos cofres resultou de uma vistoria de rotina no imóvel oficial. A Casa Civil comunicou imediatamente a Polícia Federal, que catalogou cada item recolhido. A lista detalhada dos objetos permanece sob sigilo, mas, de acordo com investigadores, inclui registros administrativos e presentes recebidos em viagens internacionais.
Especialistas ouvidos pelo Supremo Tribunal Federal apontam que a eventual posse indevida de documentos públicos pode configurar infrações administrativas e penais, dependendo do teor e da classificação do material.
Na avaliação de juristas, o novo episódio pode ampliar o escopo das investigações que já miram o ex-mandatário, reforçando a tese de eventual má gestão de patrimônio público durante o mandato.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
