CPMI do INSS adia votação da convocação de Jorge Messias A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social decidiu transferir para 4 de dezembro a análise do pedido para ouvir o advogado-geral da União, Jorge Messias, por falta de consenso entre os parlamentares.
CPMI do INSS adia votação da convocação de Jorge Messias
Logo na abertura da reunião realizada em 27 de novembro de 2025, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que somente requerimentos já acordados seriam apreciados. As demais solicitações — entre elas a convocação de Messias — ficaram para a última sessão do ano legislativo, marcada para 4 de dezembro.
Por que Messias é considerado peça-chave
Jorge Messias, atual advogado-geral da União, foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga deixada pelo ministro aposentado Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal. A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado está prevista para 10 de dezembro.
Parlamentares afirmam que Messias recebeu alertas oficiais sobre descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas, mas não teria adotado providências. O relatório da Controladoria-Geral da União, disponível no portal oficial do órgão (https://www.gov.br/cgu), apontou que entidades faziam cobranças indevidas diretamente na folha do INSS.
Depoimentos e votações em curso
Na mesma sessão, a comissão ouviu Mauro Palombo, contador de empresas que teriam recebido recursos da Associação Amar Brasil (ABCB), suspeita de repassar valores oriundos das fraudes. O depoente foi questionado sobre indícios de lavagem de dinheiro e eventuais ligações com servidores públicos.
Além disso, deputados e senadores analisaram pedidos de quebras de sigilo bancário e fiscal, prisões temporárias de investigados e envio de informações por órgãos como Receita Federal e DataPrev.
Próximos passos da investigação
Caso o requerimento de convocação seja aprovado em 4 de dezembro, Messias terá de explicar quais medidas a Advocacia-Geral da União tomou após receber o dossiê da CGU e se essas providências foram divulgadas ou mantidas em sigilo. A expectativa é que a oitiva ocorra antes do recesso parlamentar.
A CPMI pretende concluir seu relatório final ainda no primeiro trimestre de 2026, detalhando responsabilidades administrativas, civis e penais pelo prejuízo estimado aos cofres públicos.
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Crédito da imagem: Lula Marques/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
