O candidato ao governo apresentou propostas educacionais nesta manhã em São Paulo. Anuncia recomposição salarial, planos de carreira por concurso e revisão do uso da tecnologia nas escolas.
O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) promete dobrar, em quatro anos, o número de vagas em tempo integral nas escolas estaduais. As propostas para a educação serão apresentadas em um evento na capital paulista na manhã deste sábado (22).
Entre as medidas anunciadas estão a recomposição de salários e a criação de planos de carreira baseados em concursos públicos. A proposta também prevê mudanças no uso de tecnologia nas escolas, com o fim das metas de tempo de tela e a revisão das plataformas utilizadas atualmente.
Haddad pretende trazer para São Paulo o programa Pé de Meia, que seguirá o modelo do projeto federal. O programa cria uma poupança para estudantes da rede estadual como estratégia para reduzir a evasão escolar. A campanha quer criar um placar para levantar o percentual de crianças que sabem ler e escrever em cada cidade.
O candidato retomou promessas de quando era prefeito de São Paulo e quer reduzir a fila de creches. A ideia é firmar convênios com institutos privados e ajudar as prefeituras a pagarem para atender 211 mil crianças. O plano de governo também promete repasses às cidades do estado para a construção de novas creches.
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Na área de infraestrutura educacional, Haddad promete levar os Centros Educacionais Unificados (CEUs) para o interior do estado. Os CEUs, criados na gestão de Marta Suplicy na cidade de São Paulo, contam com espaços esportivos e culturais e servem como referência para a proposta.
O plano de governo inclui ainda a valorização das ETECs e FATECs, com proposta de ensino semelhante ao dos Institutos Federais e aproximação dessas escolas técnicas e do Centro Paula Souza com o Sistema S e outras instituições ligadas ao comércio e à indústria.
Para os professores, o programa prevê a devolução da autonomia pedagógica e a adoção do livro didático nacional como referência. A proposta contempla também a criação da Residência Docente Paulista e o oferecimento de uma bolsa de iniciação à docência para estudantes de licenciatura atuarem nas escolas públicas.
No campo da pesquisa e da pós-graduação, o plano promete recuperar institutos de pesquisa e ampliar investimentos nessas áreas, além de aumentar o financiamento das universidades estaduais e da Fapesp após a entrada em vigor da Reforma Tributária.
Nas políticas culturais, o texto do plano educativo inclui projetos como o aumento dos recursos do Proac e a criação da SPCine Estadual, com editais voltados ao interior e à participação dos municípios.
