Em 16 de agosto de 2026, Trump anunciou redução drástica do envolvimento americano nos exercícios militares com a Coreia do Sul, citando sua 'muito boa relação' com Kim Jong Un. No Truth Social, chamou os treinos de caros e 'hostis'.
No dia 16 de agosto de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que irá reduzir consideravelmente a participação americana nos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. Essa decisão foi tomada em virtude de sua “muito boa relação” com o líder norte-coreano, Kim Jong Un.
Trump utilizou sua plataforma Truth Social para criticar os exercícios militares, afirmando que, além de serem caros, eles enviam um “sinal totalmente inadequado e hostil” à Coreia do Norte. Segundo o presidente, desde seu retorno ao poder em 2025, Pyongyang tem se mostrado respeitoso e “não ameaçador”.
Os exercícios, conhecidos como “Escudo da Liberdade Ulchi”, estavam programados para começar no dia 17 de agosto e durar 11 dias. Esses treinamentos são parte de uma estratégia conjunta para preparar a defesa contra as ameaças da Coreia do Norte, que possui armamento nuclear.
Em uma publicação anterior, Trump compartilhou uma foto ao lado de Kim Jong Un, tirada durante um encontro em 2019, durante seu primeiro mandato. Ele afirmou que, com base em sua relação com o líder norte-coreano, não estava satisfeito com a participação dos EUA nos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.
“Com base na minha muito boa relação com Kim Jong Un, da Coreia do Norte, não estou satisfeito com o fato de os Estados Unidos terem concordado, há muito tempo, em participar de exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul”, escreveu o presidente.
Trump acrescentou que já era tarde demais para cancelar a participação americana e, por conta disso, ordenou ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, que reduzisse a presença dos EUA nos exercícios.
Apesar do anúncio de Trump, o Ministério da Defesa da Coreia do Sul informou que os exercícios ocorrerão conforme o planejado. Um porta-voz do ministério declarou: “Procederemos conforme previamente informado e programado”.
A Coreia do Norte já havia denunciado os exercícios conjuntos entre Washington e Seul, advertindo sobre possíveis medidas de dissuasão mais contundentes. Pyongyang considera esses treinamentos como um ensaio para uma invasão, e em protesto, lançou um míssil balístico sobre o mar do Japão na quarta-feira anterior.
Atualmente, cerca de 28.500 militares dos Estados Unidos estão estacionados na Coreia do Sul, reforçando a defesa do país diante das ameaças de Pyongyang. É importante lembrar que a Guerra da Coreia, que ocorreu entre 1950 e 1953, terminou com um armistício, sem a assinatura de um tratado de paz.
Trump também tem questionado alianças militares tradicionais dos Estados Unidos, como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), e criticado aliados ocidentais que não apoiam sua guerra contra o Irã, que já entra em seu sexto mês sem avanços rumo a um acordo negociado.
“Recentemente perguntei ao presidente da Coreia do Sul se eles gostariam de se juntar a nós na desnuclearização da República Islâmica do Irã, e eles disseram: ‘Não, obrigado!’”, afirmou Trump em sua publicação.
