Um ataque com drone atingiu o terminal de passageiros do aeroporto internacional do Kuwait nesta quarta-feira. O bombardeio coloca em risco o cessar-fogo vigente na região do Golfo.
No dia 3 de junho de 2026, um ataque de drone iraniano atingiu um terminal de passageiros no aeroporto internacional do Kuwait, resultando na morte de uma pessoa e deixando 63 feridos. As autoridades kuwaitianas relataram que o incidente ocorreu em um momento tenso, com o conflito entre o Irã e as forças dos Estados Unidos se intensificando na região do Golfo.
Este ataque representa um dos mais severos testes ao frágil cessar-fogo que estava em vigor desde 8 de abril, o qual havia conseguido se manter apesar de alguns ataques esporádicos. O cessar-fogo foi estabelecido após mais de um mês de conflito, que foi desencadeado por ataques dos EUA e de Israel contra o Irã.
As Forças Armadas do Kuwait classificaram o ataque como uma “criminosa agressão iraniana”. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã acusou as forças dos EUA de provocarem esses ataques, visando um navio-tanque e uma torre de comunicações na Ilha de Qeshm, no Irã.
O Ministério das Relações Exteriores do Kuwait condenou o ataque, destacando que “mais uma vez teve como alvo infraestruturas vitais e civis, resultando na morte de uma pessoa e ferindo outras”.
Uma fonte do aeroporto informou que a vítima fatal era um cidadão indiano que estava no local durante o ataque. O Ministério das Relações Exteriores da Índia também condenou o ato, confirmando a morte de um de seus cidadãos e pedindo que as partes envolvidas cessem as hostilidades.
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O porta-voz do Ministério da Saúde do Kuwait, Abdullah al-Sanad, relatou que 25 ambulâncias foram enviadas ao local e que as 63 pessoas feridas foram tratadas, incluindo casos de ferimentos na cabeça, hemorragias cerebrais, amputações e lesões resultantes de explosões.
Após o ataque, o Kuwait decidiu suspender o tráfego aéreo, desviando aviões que chegavam para outros destinos. No entanto, as operações da Kuwait Airways foram retomadas em um curto período. O aeroporto internacional já havia sido alvo de diversos ataques durante o conflito e havia reaberto totalmente as operações apenas dois dias antes.
Hassan Sheikh, um residente paquistanês de 40 anos, comentou sobre a situação: “Pela primeira vez, meus filhos sentiram a gravidade da situação e que isso não era normal”.
Outros países da região, como o Bahrein, também reportaram ataques noturnos de drones vindos do Irã, levando os Emirados Árabes Unidos a mobilizarem seus vizinhos do Golfo em uma resposta unificada contra Teerã.
A Guarda Revolucionária do Irã não reivindicou a autoria do ataque ao aeroporto, mas alegou que Kuwait e Bahrein estavam facilitando ataques dos EUA a partir de seus territórios. O conselheiro militar do líder supremo do Irã fez uma declaração enfática, prometendo represálias contra qualquer agressão.
As Forças Armadas dos EUA afirmaram ter interceptado com sucesso uma série de ataques de mísseis e drones iranianos contra o Kuwait e o Bahrein. Relataram que mísseis disparados contra o Kuwait falharam em atingir seus alvos, enquanto outros foram interceptados pelas forças de defesa aérea.
A situação continua tensa, com as autoridades internacionais buscando uma resolução para o conflito mais amplo na região do Oriente Médio, que envolve múltiplas partes e interesses.
