Em entrevista à GloboNews (7/8/2026), Ronaldo Caiado disse que, se eleito, enviará no primeiro dia projeto para anistiar envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Segundo ele, a medida visa 'pacificar o país'.
O governador de Goiás e candidato do PSD à presidência, Ronaldo Caiado, anunciou que pretende conceder anistia aos manifestantes envolvidos nos protestos de 8 de janeiro de 2023, caso seja eleito. A declaração foi feita durante uma entrevista à GloboNews no dia 7 de agosto de 2026.
De acordo com Caiado, essa medida será o primeiro ato de um eventual governo federal e visa “pacificar o país”, encerrando um período de intensa polarização política. Ele destacou que encaminhará a proposta no primeiro dia de sua gestão.
“Vou encaminhar no primeiro dia”, disse Caiado durante a entrevista.
A proposta de anistia é uma das principais bandeiras de sua campanha presidencial. Caiado já havia defendido anteriormente uma anistia “ampla, geral e irrestrita”, que incluiria não apenas os manifestantes do dia 8 de janeiro, mas também outras pessoas que possam ter sido investigadas ou processadas em ações relacionadas ao período pós-eleitoral.
Durante o anúncio de sua candidatura, o governador enfatizou que a medida deve ser vista como uma forma de promover a reconciliação nacional. Embora busque uma aproximação com o eleitorado conservador e de direita, Caiado mantém um discurso voltado para a defesa da estabilidade institucional.
A proposta de anistia gera divisões entre parlamentares, integrantes do governo federal e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Os defensores dessa iniciativa acreditam que ela é necessária para diminuir a tensão política no país e interromper o que consideram ser a arbitrariedade de parte do Judiciário. Por outro lado, os opositores argumentam que os processos legais devem seguir seu curso normal na Justiça.
Caiado também mencionou que essa iniciativa faz parte de um conjunto de ações que visam fortalecer as instituições e melhorar a segurança pública. O tema da anistia deve continuar sendo um ponto central do debate eleitoral nos próximos meses, especialmente entre candidatos que disputam o eleitorado de centro-direita e direita.
