A polícia deteve nesta sexta (14) em São Paulo Victor Hugo da Silva (VH/Falcão) e Adilson Audinir Oliveira Júnior (Ju Machado). Eles são investigados por monitorar e planejar ataque ao promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco.
Dois homens, identificados como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), foram presos nesta sexta-feira, 14, em São Paulo, sob a suspeita de envolvimento no monitoramento e planejamento de um possível ataque contra o promotor Lincoln Gakiya, que atua no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O promotor, conhecido por seu trabalho no combate à facção criminosa, teria sido um dos principais alvos dos investigados.
As prisões de Victor Hugo da Silva, conhecido como VH ou Falcão, e Adilson Audinir Oliveira Junior, também conhecido como Ju Machado, completam um grupo de quatro suspeitos que foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). Os outros dois investigados, Wellisson Rodrigo Bispo, conhecido como Corinthinha, e Sérgio Garcia da Silva, conhecido como Messi, já se encontravam presos.
De acordo com a investigação, os suspeitos levantaram informações sobre endereços, trajetos, hábitos e familiares do promotor e de outras autoridades. Fotografias, vídeos e outros dados teriam sido coletados para preparar uma eventual ação criminosa e enviados à chamada “Sintonia Restrita”, uma estrutura do PCC que, segundo o Ministério Público, é responsável por ações estratégicas da organização.
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Além de Gakiya, o grupo também teria monitorado Roberto Medina, coordenador das unidades prisionais da Região Oeste (Croeste). Victor Hugo, segundo o MPSP, teria acompanhado o trajeto de Medina entre uma unidade prisional e sua residência, fotografando a fachada do imóvel, placas de veículos e até mesmo sua esposa.
Messi, por sua vez, teria coletado informações sobre Gakiya, incluindo mapas, localizações, fotografias e dados sobre locais frequentados pelo promotor e seus familiares. A investigação revelou que ele também teria negociado armas, incluindo fuzis, e, na casa de Ju Machado, foram encontradas munições.
As autoridades ainda identificaram conversas entre os suspeitos nas quais discutiam a necessidade de apagar mensagens e destruir provas relacionadas ao planejamento. Com as novas prisões, os quatro denunciados pelo MPSP permanecem sob custódia.
