Em reunião de emergência, a Uefa rejeitou o plano de Infantino para criar a Fifa Forward Enterprise, subsidiária que geriria eventos e operações com investidores externos. Laura McAllister e outra dirigente lideraram a oposição.
O plano do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de criar a Fifa Forward Enterprise (FFE) sofreu um golpe significativo. A nova subsidiária da entidade seria responsável por gerenciar os eventos e operações comerciais da Fifa, recebendo aportes de investidores externos. Desde o anúncio, a Uefa se posicionou firmemente contra a proposta.
Duas mulheres desempenharam um papel crucial na reunião de emergência da confederação europeia, que foi convocada para discutir os impactos do plano de Infantino. Laura McAllister, vice-presidente da Uefa, foi a primeira a alertar sobre a necessidade de ação, sugerindo um boicote aos torneios da Fifa enquanto a proposta de venda de ações estivesse em discussão.
A proposta de Laura McAllister ganhou apoio imediato dos demais membros da Uefa. Lise Klaveness, presidente da Federação Norueguesa de Futebol, também se destacou ao liderar a análise do cenário e convocar a reunião de emergência com a Uefa e o Conselho da Fifa.
“As propostas da Fifa representam uma verdadeira ameaça existencial ao futebol”, afirmou Laura McAllister em entrevista à BBC.
Na mesma entrevista, ela destacou a “verdadeira unidade” entre os membros da Uefa e o “consenso fácil” sobre a necessidade de tomar medidas enérgicas. McAllister enfatizou que “a realidade é que não tivemos outra escolha a não ser emitir uma ameaça proporcional a esta proposta terrível e catastrófica, que foi aprovada às pressas, sem a devida diligência e sem consulta”.
Laura McAllister tomou posse como vice-presidente da Uefa em abril de 2023, durante o 47º Congresso Ordinário em Lisboa, Portugal. Antes de sua carreira administrativa, ela foi jogadora da seleção feminina de País de Gales.
Por sua vez, Lise Klaveness, que também é ex-jogadora, defendeu a seleção da Noruega entre 2002 e 2011. Formada em direito, ela atua como juíza suplente na corte de Oslo e se tornou uma das lideranças femininas mais influentes no futebol mundial ao assumir a presidência da federação norueguesa em 2022.
