O grupo hoteleiro espanhol Meliá deixa Cuba após 36 anos. Sanções americanas impostas por Trump inviabilizaram a operação na ilha, afetando turismo e economia locais.
O grupo espanhol Meliá anunciou, no dia 3 de junho de 2026, que irá encerrar imediatamente sua gestão sobre 15 hotéis em Cuba. A decisão foi justificada pelo agravamento dos desafios econômicos, legais e geopolíticos enfrentados pelo país. A companhia, que está presente na ilha desde 1990, comunicou oficialmente a decisão aos proprietários dos hotéis em 26 de maio.
A saída do Meliá ocorre em um contexto de endurecimento das sanções dos Estados Unidos, implementadas durante o governo Donald Trump. Essas medidas incluem bloqueios de petróleo e restrições financeiras que visam pressionar mudanças políticas em Cuba.
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Com a administração dos hotéis sendo realizada pela subsidiária portuguesa Ilha Bela Gestão e Turismo, a companhia esclareceu em um comunicado às autoridades regulatórias que a decisão de encerrar suas atividades foi motivada por “uma combinação de circunstâncias imprevistas”. Segundo o documento, esses fatores impactaram a viabilidade, legalidade e segurança da continuidade dos negócios na ilha.
A importância de Cuba para o Meliá diminuiu significativamente nos últimos anos, principalmente devido à crise no turismo local. Essa situação foi agravada pela escassez de energia e pela baixa procura, resultando no fechamento de várias unidades hoteleiras. A empresa afirmou que grande parte das suas propriedades já se encontrava fechada ou fora de operação.
A Ilha Bela, por sua vez, está conduzindo uma saída organizada das propriedades, adotando medidas que visam manter fornecedores e clientes informados sobre as mudanças. A decisão do Meliá reflete não só a situação econômica de Cuba, mas também as complexas relações geopolíticas que afetam o setor de turismo na região.
