No último sábado, dia 27, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram novos bombardeios em múltiplos alvos no Irã. Essa ação amplia a pressão sobre o cessar-fogo recentemente anunciado e aumenta o risco de uma nova escalada militar na região do Oriente Médio.
Segundo o Comando Central dos EUA, os ataques foram direcionados a instalações militares e estruturas utilizadas por forças iranianas. A Casa Branca justificou a operação como uma resposta a ameaças contra seus militares e à segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
O presidente norte-americano, Donald Trump, se manifestou nas redes sociais, afirmando: “Aeronaves dos Estados Unidos acabaram de atacar depósitos iranianos de mísseis e drones, além de instalações de radar costeiras, por violarem o acordo de cessar-fogo, novamente”.
Trump acrescentou que “é muito possível que eles nunca aprendam! Pode chegar um momento em que não sejamos mais capazes de agir com razoabilidade e sejamos obrigados a concluir militarmente o trabalho que iniciamos com muito sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir”.
Em resposta, o governo iraniano confirmou os ataques em seu território e prometeu uma resposta às ações americanas. As autoridades em Teerã acusaram os EUA de violar o cessar-fogo, e a Guarda Revolucionária afirmou que qualquer nova ofensiva receberá uma resposta proporcional.
A nova troca de ataques acontece poucos dias após o anúncio de uma trégua entre os dois países. Apesar do acordo, a tensão permanece alta, com acusações mútuas de descumprimento do cessar-fogo.
Os Estados Unidos sustentam que a ação militar foi necessária diante de movimentações iranianas que consideram ameaçadoras para suas forças e para a estabilidade da região. Por outro lado, o governo iraniano argumenta que as operações americanas comprometem os esforços para manter a trégua.
A Organização Marítima Internacional (OMI), entidade ligada à ONU, anunciou a suspensão temporária de uma operação humanitária que coordenava a evacuação de navios mercantes civis retidos no Estreito de Ormuz.
