Equipe do senador tenta ampliar alianças com base na pesquisa BTG-Nexus divulgada nesta segunda (3). Flávio ficará em reuniões internas até quarta (5) e ainda não obteve apoio de outros partidos.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro, do PL, está focada em utilizar os resultados da pesquisa BTG-Nexus, divulgada nesta segunda-feira (3), para fortalecer as negociações por alianças políticas antes do término das convenções partidárias. A expectativa é que o desempenho do candidato ajude a ampliar a coligação na reta final do prazo eleitoral.
Flávio deverá permanecer recluso e dedicado a reuniões internas até quarta-feira (5), data limite para a formalização das alianças. Ele tem ajustado sua agenda, remarcando compromissos, pois até o momento não conseguiu o apoio de nenhum partido.
De acordo com informações, o Podemos deve decidir ainda nesta segunda-feira se se junta à candidatura de Flávio. A campanha também planeja manter diálogos com os Republicanos e Progressistas, apesar do PP ter anunciado oficialmente que permanecerá neutro na disputa.
A ordem interna para o cargo de vice inclui a ex-ministra Tereza Cristina (PP), a ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos) e Renata Abreu (Podemos), sendo Renata a principal aposta no momento, para evitar que Flávio tenha que constituir uma chapa pura.
Segundo interlocutores, a estratégia é utilizar o desempenho da pesquisa como argumento nas negociações.
A pesquisa BTG-Nexus mostra que Flávio está tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um possível segundo turno, com 45% das intenções de voto para Flávio e 46% para Lula. Na pesquisa anterior, os números eram de 43% para Flávio e 47% para o presidente.
No cenário do primeiro turno, o instituto também indicou empate técnico, com Flávio aparecendo com 37% e Lula com 41%. Previamente, os números eram de 33% para o senador e 42% para o presidente. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Auxiliares da campanha acreditam que Lula pode estar próximo do teto eleitoral, dado seu alto nível de reconhecimento e rejeição. Em relação a Flávio, a leitura é que, apesar do sobrenome Bolsonaro, ainda existe espaço para crescimento à medida que a campanha se intensifique e o conhecimento do eleitorado aumente. O desempenho nas pesquisas espontâneas reforça essa avaliação entre os membros da equipe.
A expectativa é que as agendas de rua comecem a partir de 16 de agosto, data em que a campanha eleitoral pode oficialmente se iniciar. Embora aliados sugiram que o lançamento ocorra em São Paulo ou no Nordeste, Flávio demonstrou, em conversas informais, o desejo de iniciar a campanha no Rio de Janeiro, seu principal reduto eleitoral.
