Na convenção do PT que confirmou Elmano de Freitas no Ceará, Lula afirmou que a direita não voltará ao poder enquanto ele viver. Ele desafiou líderes como Trump e Milei.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou sua posição contra a possibilidade de a direita voltar a governar o Brasil. Durante a convenção do PT, que confirmou a candidatura à reeleição de Elmano de Freitas ao governo do Ceará, Lula fez menções ao presidente americano Donald Trump e ao presidente argentino Javier Milei. As declarações ocorreram na última sexta-feira (31).
“Enquanto eu viver, a direita não voltará a governar esse país. E vou dizer mais: que venha ajudá-los quem quiser. Se quiser vir o Trump, que venha. Se quiser vir o Milei, que venha. Venha quem quiser. Eu não quero ajuda de fora. A única ajuda que eu quero é a ajuda do povo brasileiro para que a gente possa manter a democracia nesse país”, afirmou Lula em um trecho de seu discurso.
O presidente também abordou a necessidade de investimentos em educação, destacando a importância de formar mais engenheiros e especialistas em áreas como inteligência artificial. “Nós precisamos fazer mais universidades, fazer mais institutos federais. Ensinar mais matemática, mais engenharia. Não é preciso formar mais tantos advogados como formamos hoje. Nós precisamos apostar na nossa meninada, estudar engenharia, estudar inteligência artificial, estudar matemática para que a gente possa competir com a China”, disse Lula.
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Ele enfatizou a capacidade do Brasil em se destacar no cenário internacional, afirmando que os brasileiros não devem nada a ninguém. “Nós poderemos passar eles. Porque o brasileiro não deve inteligência a ninguém”, destacou o presidente.
Lula também se mostrou firme ao afirmar que “ninguém fará eu baixar a cabeça para ninguém” e que “o Brasil não vai baixar a cabeça”. Essas declarações seguiram uma linha de pensamento que o presidente já havia exposto anteriormente, em uma convenção do PSB, onde mencionou que não deseja brigar com Trump e criticou Milei, que havia chamado Lula de “presidiário” e um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de “lixo careca”.
As tensões entre os governos brasileiro e argentino foram acentuadas após as declarações de Milei, levando o Brasil a convocar seu embaixador na Argentina para discutir a situação.
