O economista que comandou o banco central americano por quase 20 anos não resistiu a complicações do Parkinson. Andrea Mitchell, sua esposa, confirmou a morte em casa.
O economista norte-americano Alan Greenspan, que deixou uma marca significativa na economia global durante sua gestão à frente do Federal Reserve (Fed), faleceu nesta segunda-feira, 22, aos 100 anos. A informação foi confirmada por sua esposa, Andrea Mitchell, correspondente da NBC News em Washington, que anunciou que Greenspan morreu em casa, em decorrência de complicações da doença de Parkinson. O casal estava junto há quase 30 anos.
Greenspan teve uma trajetória notável, ocupando a presidência do Fed por cinco mandatos consecutivos, de 1987 a 2006, sob a liderança de quatro presidentes dos Estados Unidos. Sua gestão foi marcada por momentos cruciais da economia, sendo considerado um dos economistas mais influentes do século XX.
“Ele era um gigante que ajudou a moldar a economia dos EUA por décadas, sob presidentes de ambos os partidos, mas sempre foi honesto ao reconhecer seus erros”, afirmou Andrea Mitchell em um comunicado.
Além de sua carreira no Fed, Greenspan formou-se em economia pela Universidade de Nova York, onde também obteve seu mestrado. Iniciou sua trajetória como consultor econômico e, em 1968, se destacou ao participar da campanha presidencial de Richard Nixon. Mais tarde, integrou o governo de Gerald Ford como chefe do Conselho de Assessores Econômicos.
Greenspan foi nomeado pelo então presidente Ronald Reagan para comandar o Fed, onde permaneceu até 2006. Durante sua gestão, enfrentou crises e momentos de grande instabilidade econômica, como a crise das bolsas em 1987 e os efeitos dos ataques de 11 de setembro de 2001. Seu trabalho foi fundamental para a expansão da economia americana e a estabilidade financeira no período.
“Para mim, ele era meu marido, que moldou minha vida desde o nosso primeiro encontro, em 1984”, lembrou Mitchell, ressaltando a paixão de Greenspan por esportes e música, especialmente jazz. “Ser sua companheira foi a maior alegria da minha vida”, completou.
Greenspan deixa um legado duradouro na economia mundial, sendo lembrado por sua inteligência e bondade. Sua trajetória no Fed e suas contribuições para a política monetária serão estudadas e discutidas por gerações futuras.
