Aeronave envolvida na colisão que matou seis pessoas, incluindo youtuber e cantor famosos, não tinha autorização para voos pagos. Anac investiga irregularidade no trajeto até Angra dos Reis.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está apurando a suspeita de transporte irregular de passageiros em um dos helicópteros que se envolveram na colisão fatal ocorrida no último domingo, 14, no Rio de Janeiro. O acidente resultou na morte de seis pessoas, incluindo figuras conhecidas como o youtuber argentino Gaspi e o cantor norte-americano Oliver Tree.
O helicóptero de prefixo PP-MAC, que estava transportando quatro ocupantes, além do piloto, não possuía autorização para realizar o transporte remunerado de passageiros. Apesar disso, a aeronave seguia seu percurso para Angra dos Reis no momento da tragédia.
Entre as vítimas fatais do acidente estão o piloto Alexandre Souza, o youtuber Gaspi, o cantor Oliver Tree, o produtor musical Lucas Frota e o cineasta argentino Lucas Vignale. A morte de Oliver Tree, que tinha 32 anos e nasceu em Santa Cruz, na Califórnia, chamou a atenção nas redes sociais.
A Anac declarou que já recebeu denúncias sobre a operação da aeronave e que a investigação está em andamento. O diretor-presidente da agência, Tiago Pereira Faierstein, afirmou que os indícios levantados até o momento sugerem a possível exploração comercial do voo, desconsiderando as certificações exigidas pela legislação.
A colisão ocorreu sobre o bairro Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro. O segundo helicóptero envolvido no acidente, de prefixo PR-DJJ, estava a caminho da região serrana do Estado e também resultou na morte do piloto Chales Marsillac.
De acordo com informações da Anac, ambas as aeronaves estavam com a documentação regular e seus pilotos possuíam habilitação válida. A responsabilidade pela investigação das causas da colisão fica a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que pertence à Força Aérea Brasileira.
Enquanto isso, a Anac continuará a analisar se houve descumprimento das normas de transporte aéreo no caso do helicóptero que estava levando passageiros para Angra dos Reis. Vale lembrar que, segundo as regras da agência, aeronaves privadas não podem ser utilizadas para transporte remunerado sem a certificação específica.

