Maria Eduarda, 21 anos, morreu após saltar de ponte sem corda presa ao corpo. Advogado cobra responsabilização das autoridades pelo acidente em Limeira (SP).
A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jumping em Limeira, São Paulo, levanta sérias questões sobre a fiscalização das atividades de aventura na região. O advogado Arthur Rollo, ex-secretário nacional de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, se manifestou sobre a responsabilidade das autoridades envolvidas.
O trágico acidente ocorreu no sábado, dia 13 de junho, quando Maria Eduarda foi lançada de uma ponte, conhecida como Ponte do Esqueleto, sem que a corda de segurança estivesse devidamente presa ao seu corpo. Este local é popular entre os praticantes de esportes radicais, mas a falta de regulamentação e supervisão adequada se torna evidente após a tragédia.
“A Prefeitura de Limeira diz que já havia alertado o governo federal inúmeras vezes sobre o uso indevido do local para atividades radicais e que, agora, vai processar a União”, afirmou Rollo. “Ora, por que não fez isso antes? Uma vida se perdeu.”
Após o acidente, a administração municipal afirmou que a ponte pertence à União e que a responsabilidade pela manutenção e segurança é do governo federal. No entanto, Rollo argumenta que cabe ao município também fiscalizar as empresas que oferecem atividades de lazer na área.
Seis pessoas foram presas em decorrência do acidente, incluindo os três homens que conduziam a atividade de rope jumping. A Polícia Civil informou que o grupo responsável não possuía uma empresa formalizada para operar. Em depoimento, os instrutores afirmaram que organizavam saltos há cerca de um ano e cobravam entre R$ 100 e R$ 180 por salto.
O advogado destaca que a falta de fiscalização e a ausência de segurança foram fatores cruciais para a tragédia. “Os instrutores estavam uniformizados. A jovem tinha pulseira de identificação e acreditava estar contratando um serviço seguro. No entanto, o equipamento essencial para evitar a queda não foi conectado ao corpo da consumidora”, ressaltou Rollo.
Além disso, o ex-secretário comentou sobre as possíveis consequências legais para os responsáveis, que podem responder por homicídio com dolo eventual, já que assumiram o risco de causar um resultado fatal. Quanto aos direitos da família de Maria Eduarda, Rollo mencionou que é possível entrar com um pedido de indenização pelos danos causados. Contudo, ele alertou que a falta de formalização da empresa que realizava os saltos pode dificultar a reparação financeira, caso os responsáveis não tenham bens suficientes para arcar com a indenização.
