Washington divulgou cronograma com etapas obrigatórias antes de aplicar as taxas. O Brasil agora corre contra o tempo para reverter a medida por via diplomática.
A imposição de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos não ocorrerá de forma imediata. O país terá um prazo de algumas semanas para tentar reverter essa medida protecionista. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou um plano detalhado na noite de segunda-feira, 1º de junho. O documento estabelece as próximas etapas a serem seguidas antes da aplicação definitiva das taxas.
O cronograma das tarifas está dividido em etapas obrigatórias que devem ser cumpridas pelo governo americano antes de adotar qualquer sanção definitiva. A primeira ação será a realização de consultas públicas e audiências com os setores afetados. Os prazos das etapas são os seguintes:
6 de julho: Ocorre a primeira audiência pública oficial sobre a taxação proposta pelo USTR.
15 de julho: Vence o prazo limite para a definição e aplicação das chamadas “medidas corretivas” contra o Brasil.
Com esse calendário, a diplomacia brasileira terá cerca de 40 dias para abrir canais de diálogo. O objetivo principal será tentar convencer a Casa Branca a recuar antes do prazo final de julho.
Em resposta ao relatório desfavorável, a Vice-Presidência da República convocou uma reunião de emergência na manhã de terça-feira, 2 de junho. O encontro ocorreu no Palácio do Planalto, em caráter de urgência, e não constava na agenda oficial das autoridades.
A cúpula federal se reuniu com representantes de diversas pastas estratégicas, com o objetivo de traçar estratégias de defesa das exportações nacionais. Entre os participantes estavam líderes de alto escalão, como:
- Dario Durigan, representando o Ministério da Fazenda;
- Marcio Elias, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC);
- Bruno Moretti, do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO);
- José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais (SRI);
- Sidônio Palmeira, chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom).
O cenário de tensão em relação às tarifas de 25% dos EUA representa uma ameaça às exportações brasileiras, conforme alertas de diversas entidades, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
