Renan Santos, do partido Missão, atacou a postura de Lula e Flávio Bolsonaro diante de Trump. Para ele, as tarifas americanas sobre produtos brasileiros só beneficiam o PT.
O empresário e pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, expressou críticas à relação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em um vídeo divulgado nesta terça-feira (2), Santos classificou essa relação como “ridícula”, tanto para a esquerda quanto para a direita.
Segundo Renan, a recente decisão dos EUA de anunciar tarifas sobre produtos brasileiros favorece o discurso de Lula. “Essa semana, quando o Trump avisa que vai tarifar produtos brasileiros, ele gera tudo o que o Lula queria: um inimigo externo para falar que está defendendo o Brasil. Mas ninguém está defendendo nada”, afirmou o pré-candidato.
O empresário também comentou sobre os encontros entre Trump, Lula e Flávio Bolsonaro, insinuando que essas interações servem como uma estratégia de Trump para “fazer média”. “Até porque ele se dá bem com os dois e o Brasil acaba ficando nesse jogo de empurra que não tem nenhum sentido”, completou.
Renan Santos ainda destacou que a interferência de Trump nas questões brasileiras é prejudicial ao cidadão comum. “Eu acho que quem fica buscando coerência ideológica no Trump vai acabar se dando muito mal”, finalizou.
Em relação às tarifas, o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu, na segunda-feira (1º), uma investigação que classifica políticas e práticas do governo brasileiro como irrazoáveis. Como resultado, o governo americano propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre mercadorias do Brasil, alegando que as ações brasileiras oneram e restringem o comércio dos EUA.
A decisão do USTR baseia-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e foi mencionada por Flávio Bolsonaro em uma carta que pede o não tarifação dos EUA sobre produtos brasileiros. O relatório final da investigação aponta irregularidades em seis áreas principais, incluindo comércio digital, tarifas preferenciais desleais e proteção da propriedade intelectual.
No âmbito digital, a investigação cita ordens judiciais brasileiras para remoção de conteúdo e suspensão de perfis em redes sociais americanas, além de restrições a sistemas de pagamentos.
