O senador enviou carta à Casa Branca pedindo isenção de tarifas ao Brasil. Flávio já havia feito apelo direto a Trump e agora reforça o pedido ao secretário de Estado.
O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou uma carta à Casa Branca, endereçada ao Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, nesta terça-feira (2), expressando sua preocupação com a possível imposição de novas tarifas ao Brasil. Flávio reiterou seu pedido para que os Estados Unidos não apliquem tarifas sobre produtos brasileiros e destacou a importância de manter um diálogo favorável entre os países.
No texto, o senador menciona que já havia solicitado diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não aplicasse essas taxas às empresas brasileiras durante reuniões que contaram com a presença do vice-presidente, JD Vance, e do próprio Marco Rubio. Ele fez essas declarações à rádio Itatiaia, de Minas Gerais.
Esse movimento acontece em um contexto de proposta do governo americano de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos do Brasil, uma medida que Flávio considera prejudicial. O senador argumentou que a valorização da tecnologia e da produção nacional deveria ser um ponto central nas discussões.
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Flávio destacou setores como o agronegócio, o sistema de pagamentos PIX e o etanol, considerando-os ativos estratégicos que devem ser preservados. Em sua carta, ele deixou claro: “É um pedido que eu fiz expresso a eles, porque eu disse o seguinte: a partir de 2027, vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês e vai negociar de igual para igual”.
“Como já disse, estou confiante que serei eleito presidente do Brasil em outubro”, afirmou Flávio na correspondência.
Além de sua preocupação com tarifas, o pré-candidato também expressou gratidão aos Estados Unidos pela classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, um reconhecimento que considera relevante no combate à criminalidade. “Estou especialmente grato pela sua decisão de designar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas”, disse o senador.
A proposta de tarifa dos EUA surge após o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluir uma investigação que classificou as políticas e práticas do governo brasileiro como irrazoáveis. O governo americano considera que as ações brasileiras oneram e restringem o comércio dos EUA. Essa decisão é baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, e o relatório final apontou irregularidades em diversas áreas, incluindo comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais desleais, medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal.
