A Procuradoria-Geral colombiana rejeitou as denúncias de irregularidades do presidente Petro sobre a apuração presidencial. O pleito segue para o 2º turno em 21 de junho.
A Procuradoria-Geral da Colômbia rejeitou, nesta segunda-feira (1º), as alegações de irregularidades apresentadas pelo presidente Gustavo Petro em relação à contagem de votos do primeiro turno das eleições presidenciais. Nessa disputa, o candidato apoiado por Petro, Iván Cepeda, obteve a segunda colocação.
A denúncia feita por Petro e Cepeda questiona a precisão da apuração preliminar, na qual Abelardo de la Espriella, candidato da direita, venceu por uma margem estreita. A contagem das eleições está agendada para um segundo turno que ocorrerá no dia 21 de junho.
“Não se conhece nenhuma prova ou indício que sustente as supostas irregularidades apontadas por Petro e Cepeda”, declarou Gregorio Eljach, chefe da Procuradoria-Geral, um órgão responsável pela fiscalização de agentes públicos.
Petro, em uma publicação no X no domingo (31), sugeriu que o software utilizado para a contagem preliminar dos votos, desenvolvido por uma empresa privada, teria sido alterado, resultando na inclusão de “centenas de milhares de votos”.
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Em uma mudança de postura, Cepeda moderou suas declarações nesta segunda-feira, afirmando que aguardaria a apuração final para se pronunciar, apesar de não ter apresentado “evidências” de “eventuais irregularidades”.
A Justiça Eleitoral na Colômbia é responsável pela organização das eleições e realiza uma contagem rápida no mesmo dia da votação, embora esses dados não sejam considerados definitivos. Além disso, a apuração oficial ocorre sob a supervisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que é o responsável por declarar e consolidar os resultados.
De acordo com a Procuradoria, 99,88% das seções eleitorais já haviam sido apuradas na tarde de segunda-feira. Hernán Penagos, chefe da entidade, afirmou à rádio Blu que a apuração seria concluída “de hoje para amanhã” e que as informações seriam, em seguida, entregues ao CNE. Um representante do CNE, consultado, comentou que os resultados finais poderiam levar “semanas” para serem divulgados.
Vale ressaltar que, por lei, o presidente da Colômbia não possui “competência” para decidir sobre a aceitação ou não dos resultados eleitorais, segundo Eljach. No primeiro turno, Abelardo de la Espriella obteve 43,7% dos votos, enquanto Iván Cepeda alcançou 40,9%.
