Nesta terça-feira, 7 de julho de 2026, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) tenha um prazo de dez dias para ouvir o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no processo que investiga uma suposta calúnia contra o presidente Lula.
A decisão de Moraes seguiu a recomendação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que afirmou que só apresentará uma denúncia após o depoimento de Flávio. Em sua determinação, Moraes escreveu:
Acolho a manifestação da PGR e determino o retorno dos autos à PF para que proceda à oitiva do investigado, no prazo máximo de dez dias.
No mês passado, em um relatório enviado ao STF, a PF informou ter identificado “indícios concretos” de que Flávio teria cometido o crime, a partir de postagens realizadas em 3 de janeiro nas redes sociais. Por essa razão, o ministro Moraes decidiu abrir um inquérito para investigar a situação.
De acordo com a PF, o senador associou o presidente Lula ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. Além disso, ele publicou imagens de Lula junto a Nicolás Maduro, insinuando que o ex-ditador da Venezuela iria delatá-lo.
A conclusão da PF sobre o caso levou os agentes a solicitar ao STF que fossem adotadas as “providências necessárias”. Após essa solicitação, Moraes enviou o relatório da PF para análise da PGR, que se manifestou favoravelmente à oitiva do senador.
A PF destacou que, considerando o teor da postagem que associava a imagem de Lula à de Maduro, que havia sido preso e acusado pelos Estados Unidos de envolvimento com o tráfico de drogas, fica evidente que o senador insinuou que a delação seria feita por Maduro. A PF também afirmou que, segundo o entendimento do senador, os crimes pelos quais Lula seria delatado incluem tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras, além de eleições fraudulentas.

