Mortalidade materna cai até 31% entre beneficiárias do Bolsa Família
Mortalidade materna Bolsa Família é o destaque de um extenso conjunto de pesquisas do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), que associou a participação no programa de transferência de renda à queda de até 31% nas mortes relacionadas à gravidez e ao parto entre 2011 e 2025.
Estudo analisa mais de 4 milhões de nascimentos
Os cientistas avaliaram dados do Cadastro Único (CadÚnico) cruzados com registros de nascimentos, internações e óbitos. Entre gestantes que recebiam o benefício, houve menor incidência de bebês com baixo peso ao nascer, especialmente entre mães pretas e indígenas. A pesquisa, que acompanha mais de 4 milhões de partos, também identificou redução de partos prematuros e queda de 16% na mortalidade de crianças menores de cinco anos em lares contemplados pelo programa.
Impacto sobre doenças ligadas à pobreza
A análise demonstrou ainda benefícios no enfrentamento de doenças infecciosas. Beneficiários registraram 41% menos casos de tuberculose e diminuição de 31% no risco de morte após o diagnóstico. Tendências semelhantes foram observadas em relação ao HIV/Aids e à hanseníase, com melhores taxas de adesão ao tratamento e cura. Segundo o epidemiologista Maurício Barreto, esses achados reforçam que políticas sociais amplas, quando somadas ao Sistema Único de Saúde, mitigam determinantes sociais que afetam a saúde da população.
Saúde mental também melhora
Em âmbito psiquiátrico, a taxa de suicídio foi 56% menor entre beneficiários do Bolsa Família. As hospitalizações por transtornos mentais e problemas associados ao álcool e outras drogas diminuíram, sobretudo em municípios com maior vulnerabilidade socioeconômica.
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Metodologia de grande coorte
Os resultados, apresentados em webinar da chamada Coorte dos 100 Milhões de Brasileiros, foram possíveis graças a metodologias avaliativas inovadoras que comparam grupos com características socioeconômicas semelhantes. Mais detalhes sobre a pesquisa podem ser consultados no portal da Fundação Oswaldo Cruz, referência nacional em ciência e tecnologia em saúde.
Para Barreto, “reduzir a pobreza e incentivar o uso de serviços públicos essenciais deve integrar qualquer estratégia de promoção da saúde”.
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Crédito da imagem: Fiocruz
Fonte: Fiocruz
