Na noite da última sexta-feira, 29 de maio, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou do lançamento da pré-candidatura de Sergio Moro (PL-PR) ao governo do Paraná, em um evento que reuniu diversas lideranças da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro teve como foco a defesa de pautas relacionadas ao combate à corrupção e à segurança pública.
Durante o evento, Flávio buscou conectar sua pré-campanha presidencial ao legado da Operação Lava Jato, utilizando uma camiseta com a frase: “Curitiba prendeu. Brasília soltou”, aludindo à condenação de Lula, que foi proferida por Moro quando ele atuava como juiz federal.
Além de Moro, o ato também serviu para lançar as pré-candidaturas de Filipe Barros (PL-PR) e Deltan Dallagnol (Novo-PR) ao Senado. O senador Rogério Marinho (PL-RN) também esteve presente, demonstrando a união do grupo.
A expressão “República de Curitiba” foi reavivada por lideranças da direita durante o encontro. Filipe Barros destacou que o Paraná continua sendo um bastião conservador e reforçou a necessidade de união entre os aliados políticos no Estado. Ao final de seu discurso, Moro declarou: “A República de Curitiba é nossa. O Paraná é nosso”, recebendo aplausos dos presentes.
Dallagnol, por sua vez, também fez questão de exaltar o legado da Lava Jato, criticando decisões que anularam condenações e processos da força-tarefa.
Em seu discurso, Flávio Bolsonaro colocou a segurança pública como tema central. Ele celebrou a recente classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos, considerando essa medida um avanço no combate ao crime organizado. Flávio afirmou: “Enquanto ele [Lula] foi lá fazer lobby para o CV e o PCC, nós fomos pedir que eles fossem tratados como terroristas, que é o que eles são”.
Durante o evento, houve uma troca de elogios entre Flávio e Moro, com o ex-juiz destacando a coragem do senador em agir junto ao governo dos Estados Unidos, o que, segundo ele, o colocou na lista de facções criminosas. Flávio, por sua vez, chamou Moro de “símbolo de combate à corrupção” e confiou na capacidade do ex-juiz em montar uma equipe forte para o Paraná.
A aproximação política entre Flávio e Moro começou em 2022, quando Moro apoiou a candidatura de Jair Bolsonaro no segundo turno, após romper com o ex-presidente em 2020. Dallagnol, que se prepara para disputar o Senado, também criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e manifestou seu desejo de promover mudanças institucionais.
Além disso, Filipe Barros se comprometeu a lutar por alterações na legislação penal e pelo fortalecimento das políticas de combate ao crime organizado.
