Fim da escala 6×1 ganha status de prioridade na agenda do Palácio do Planalto, que estuda enviar um projeto de lei unificado ao Congresso para acelerar a tramitação da mudança nas jornadas de trabalho.
Fim da escala 6×1
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou, na última quarta-feira (28 de janeiro), que o governo federal pretende pôr fim ao regime de seis dias de trabalho por um de descanso. Segundo a ministra, o Executivo avalia encaminhar um texto próprio que consolide as propostas já em discussão na Câmara dos Deputados e no Senado, mirando a aprovação ainda no primeiro semestre.
Para Gleisi, a alteração seria um passo natural após medidas como a recomposição do salário mínimo com ganho real, a ampliação do emprego formal e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. “Não é possível que trabalhadores contem apenas com um dia de descanso semanal; isso impacta diretamente a qualidade de vida, sobretudo das mulheres”, declarou.
A ministra informou que o presidente da Câmara, Hugo Motta, demonstra simpatia pela causa e que o Palácio do Planalto confia no apoio popular para sensibilizar as bancadas. Como exemplo, citou a aprovação unânime da nova faixa de isenção do Imposto de Renda. “Quando a sociedade apoia, o Parlamento responde”, avaliou.
Além do fim da escala 6×1, o governo lista como prioridades legislativas o acordo Mercosul–União Europeia, a regulamentação do trabalho por aplicativos, a PEC da Segurança Pública e o projeto de lei antifacção, entre outros temas que voltam à pauta quando o ano legislativo retomar.
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No debate sobre jornadas de trabalho, setores como a indústria já adotam escalas diferenciadas. De acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), países que flexibilizaram agendas laborais registraram aumento de produtividade e redução de afastamentos por motivos de saúde.
Gleisi também comentou a tentativa da oposição de associar o governo a investigações sobre o Banco Master, reiterando que as apurações ocorreram durante a gestão do ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e resultaram na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. “O Executivo tem sido firme na investigação, seja pela Polícia Federal, seja pela fiscalização do Banco Central”, disse.
Quanto à relação com o Congresso, a ministra afirmou que o tema das emendas parlamentares “está pacificado”. O Orçamento de 2026 prevê cerca de R$ 61 bilhões para emendas, das quais 65% devem ser liberadas até julho.
Se reunir apoio necessário, o texto que modifica a escala 6×1 pode ser votado antes do recesso de meio de ano, sinalizou Gleisi. O governo acredita que a medida trará ganhos sociais sem comprometer a competitividade das empresas.
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Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
