O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, na última sexta-feira, 29 de maio de 2026, que irá indicar novamente o advogado Jorge Messias para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita durante uma visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE), localizada em Laranjeiras.
Segundo Lula, a rejeição da primeira indicação de Messias se deveu a questões políticas e não à falta de competência técnica. O presidente descreveu Messias como “um dos melhores advogados do país” e afirmou que não há qualquer impedimento jurídico que possa comprometer sua atuação no STF.
“Ele foi derrotado por uma questão simplesmente política”, destacou Lula, em meio a críticas sobre o que considera uma falta de justificativa técnica clara para as rejeições de indicações ao Supremo.
O presidente também lembrou que o Senado possui a prerrogativa de vetar nomes, desde que sejam apresentados critérios objetivos para essa decisão. “Sou eu que indico. O Senado pode derrotar alguém se ele não tiver competência jurídica. O que não pode é simplesmente derrotar por derrotar”, argumentou.
“Portanto, eu vou indicar o Messias outra vez”, afirmou Lula, reafirmando seu compromisso com a escolha do advogado.
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Durante a mesma agenda, Lula enfatizou a importância do diálogo político para garantir a aprovação de pautas no Congresso Nacional. O presidente mencionou que mantém conversas com parlamentares de diversos partidos, independentemente de suas orientações ideológicas.
“Eu preciso dos amigos, dos meio-amigos e dos inimigos quando o projeto é de interesse brasileiro”, disse o presidente, ressaltando a necessidade de apoio amplo para avançar em suas propostas.
A visita a Fafen-SE também teve como objetivo comunicar a retomada das operações da fábrica, que faz parte de um plano do governo federal para revitalizar o setor de fertilizantes e aumentar os investimentos da Petrobras no estado.
A rejeição da primeira indicação de Messias ao STF foi um fato inédito, pois foi a primeira vez em mais de 130 anos que o Senado negou o nome de um indicado para o Supremo. Para que a indicação fosse aprovada, eram necessários 41 votos dos 81 senadores, mas o resultado final foi de 42 votos contrários e 34 a favor.
