O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) está conduzindo procedimentos comerciais que vão além das fronteiras brasileiras. Atualmente, o órgão norte-americano investiga e aplica tarifas a várias nações, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Essa seção permite que o governo dos EUA atue contra práticas que considera injustas ou prejudiciais ao seu comércio.
No entanto, a situação de cada país é distinta. Não se pode afirmar que todos os países investigados enfrentam as mesmas tarifas ou medidas aplicadas ao Brasil. As ações do USTR possuem fases e consequências variadas. Enquanto alguns países já estão sujeitos a tarifas, outros receberam determinações ou propostas de ação, e há aqueles que ainda estão apenas em fase de investigação.
Um dos principais focos do USTR é a China, que historicamente tem sido alvo de ações comerciais. O país permanece sob tarifas impostas pela Seção 301, especialmente relacionadas a práticas de transferência de tecnologia e questões de propriedade intelectual. Além disso, o USTR está monitorando o cumprimento dos compromissos que a China assumiu no Acordo Comercial de Fase Um. Há também procedimentos que envolvem políticas chinesas nos setores marítimo e de construção naval, embora algumas medidas tenham sido suspensas temporariamente.
“O USTR concluiu que políticas do governo relacionadas a direitos trabalhistas e direitos humanos na Nicarágua prejudicavam o comércio dos Estados Unidos”, afirmou um representante do órgão.
No caso da Nicarágua, o USTR já concluiu suas investigações e anunciou ações comerciais contra o país, após determinar que as políticas do governo local afetavam o comércio. A investigação foi iniciada em dezembro de 2024 e, em 2025, o USTR publicou sua decisão formal.
Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
A Coreia do Sul também está sob a mira do USTR, que recebeu uma petição baseada na Seção 301 sobre práticas do governo sul-coreano relacionadas à empresa de comércio eletrônico Coupang. É importante ressaltar que a existência da petição não implica que tarifas tenham sido impostas, sendo apenas um pedido de investigação.
Recentemente, em março de 2026, o USTR iniciou 60 investigações sobre se diferentes economias estão aplicando adequadamente proibições à entrada de produtos fabricados com trabalho forçado. Em junho, foram identificados problemas em 54 dessas economias, levando o USTR a apresentar propostas de ações comerciais.
Os países investigados incluem China, Índia, Japão, México, Reino Unido, Colômbia, entre outros. A inclusão em uma investigação não garante a imposição de tarifas, pois o USTR ainda está avaliando as possíveis medidas.
Além disso, o USTR também abriu investigações sobre o excesso estrutural de capacidade em setores industriais, incluindo diversas economias, como União Europeia, Japão e Vietnã. O órgão segue ativo na proteção da propriedade intelectual e na análise de preços de produtos farmacêuticos inovadores em outros países, como a Alemanha.
