A greve dos rodoviários do Rio de Janeiro chega ao terceiro dia HOJE, dia 1º de julho, sem previsão de término, impactando a circulação de ônibus na capital fluminense. Para minimizar os efeitos sobre os passageiros, as concessionárias de trens e metrô intensificaram suas operações durante os horários de maior demanda.
A SuperVia anunciou que colocará em operação 30 viagens extras ao longo do dia, reduzindo os intervalos entre os trens nos períodos de pico. O MetrôRio também se comprometeu a aumentar a oferta de composições caso haja um crescimento na demanda pelo sistema.
O Rio Ônibus informou que as empresas estão mobilizadas para ampliar a circulação dos coletivos e garantir o transporte da população. De acordo com a entidade, cerca de 1.500 ônibus já estão em operação, e as concessionárias trabalham para cumprir a determinação judicial que exige que ao menos 80% da frota esteja em circulação.
“A população carioca não pode ficar mais um dia a pé”, afirmou a entidade, que também atribuiu ao Sindicato dos Rodoviários as dificuldades enfrentadas para atingir esse percentual. Segundo o Rio Ônibus, o sindicato não enviou os horários para que os motoristas soubessem quais deveriam continuar em atividade para atender à decisão judicial.
As negociações entre os rodoviários e as empresas de ônibus seguem sem acordo. Na última terça-feira, dia 30, uma audiência de conciliação entre as partes terminou sem resolução. Um novo encontro está agendado para a próxima segunda-feira, dia 6.
O impasse gira em torno das negociações da campanha salarial entre o Sindicato dos Rodoviários e as empresas. As principais reivindicações da categoria incluem um piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e de R$ 5 mil para condutores de veículos articulados, além de vale-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde e odontológico, jornada de trabalho 5×2, manutenção do passe livre, indenização pelo intervalo de almoço e a transformação dos contratos temporários da Mobi-Rio em vínculos sob o regime CLT.
De acordo com o sindicato, a proposta apresentada pelas empresas ainda está distante das reivindicações. Pelos valores oferecidos, o salário dos motoristas de ônibus convencionais passaria de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31, enquanto os condutores de ônibus articulados teriam um reajuste de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. O auxílio-alimentação também apresentaria um pequeno aumento, passando de R$ 660 para R$ 689.
