O Secretário Especial de Comunicação da Prefeitura de São Paulo, Fábio Portela, anunciou sua saída do cargo para assumir a chefiaria da assessoria de imprensa da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que é também pré-candidato à Presidência da República. A confirmação foi feita na última quinta-feira, 28 de maio.
Com a saída de Portela, o jornalista Flávio Freire assume a pasta na capital paulista. Freire já integra a equipe da prefeitura desde fevereiro de 2023 e possui um histórico profissional em grandes veículos de comunicação, como El País, O Globo e Estadão.
A mudança na comunicação de Flávio Bolsonaro faz parte de uma reestruturação maior que vem sendo realizada pelo político. No dia 25 de maio, o PL, partido do pré-candidato, anunciou a chegada do publicitário Eduardo Fischer e do marqueteiro Alexandre Oltramari como novos integrantes da equipe.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordena a pré-campanha, informou que Fischer terá a responsabilidade de definir as estratégias e o posicionamento da campanha, enquanto Oltramari, que é sócio de Fischer, ficará à frente da área de marketing e da coordenação de comunicação.
Essas alterações ocorreram após a saída do empresário Marcello Lopes, que no dia 20 de maio anunciou que deixaria a equipe de pré-campanha de Flávio para focar em seus próprios negócios e retornar aos Estados Unidos.
A comunicação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro enfrentou desafios recentemente. No dia 13 de maio, o site Intercept Brasil noticiou que Flávio havia trocado mensagens com o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, em busca de financiamento para o filme “Dark Horse”, que retratará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No dia 19 de maio, o portal Metrópoles revelou que Flávio se encontrou com Vorcaro após a primeira prisão do banqueiro, ocorrida em novembro de 2025, durante a Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master. Em entrevista, Flávio confirmou o encontro e disse:
“Eu estive com ele, mais uma vez, quando ele passou a usar o monitoramento eletrônico e não poderia sair da cidade de São Paulo. Fui, sim, ao encontro dele para ‘botar um ponto final’ nessa história e dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo, e o filme não correria risco.”
