Chuvas em Minas Gerais: Lula sobrevoa áreas em calamidade e libera ajuda
Chuvas em Minas Gerais mobilizaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, em 28 de fevereiro de 2026, realizou um sobrevoo nas regiões mais castigadas da Zona da Mata e anunciou reforço federal para socorrer a população.
Municípios em calamidade recebem apoio imediato
Durante a visita aérea, Lula avaliou os danos em Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, municípios que já obtiveram reconhecimento de calamidade pública. As prefeituras, chefiadas respectivamente por Margarida Salomão, José Damato e Maurício dos Reis, relataram prejuízos estruturais, alagamentos e necessidade de assistência humanitária.
Outras duas cidades, Divinésia e Senador Firmino, estão em situação de emergência e também podem pleitear recursos extraordinários do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
R$ 11,3 milhões destinados a assistência e restabelecimento
A pasta chefiada por Waldez Góes, que acompanhou o chefe do Executivo, já aprovou R$ 11,3 milhões para as três localidades mais afetadas. O montante cobre oito planos de trabalho que englobam entrega de cestas básicas, kits de higiene, colchões e a reconstrução de pontes, estradas vicinais e redes de abastecimento de água.
Conforme a legislação, o repasse ocorre após análise técnica da Defesa Civil Nacional no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). A liberação final é formalizada em portaria publicada no Diário Oficial da União.
Capacitação e monitoramento climático
Para aumentar a eficiência dos pedidos, a Defesa Civil oferece cursos on-line gratuitos a agentes municipais e estaduais sobre uso do S2iD e elaboração de projetos emergenciais.
Enquanto isso, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta de grande perigo para a Zona da Mata. O órgão prevê volumes superiores a 100 mm em 24 horas, com risco de novos alagamentos, enxurradas e deslizamentos. Avisos semelhantes foram emitidos para Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia.
Próximos passos do Governo Federal
Além do aporte imediato, Lula discutiu com as administrações locais medidas de médio prazo, como recuperação de encostas, construção de moradias seguras e inclusão das cidades no novo PAC Seleções. O presidente sinalizou que novas verbas poderão ser liberadas à medida que os planos de reconstrução avancem.
Com a promessa de acelerar obras de contenção e fortalecer a defesa civil, o governo tenta minimizar impactos de eventos climáticos extremos que, segundo especialistas, tendem a se intensificar nos próximos anos.
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Crédito da imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil
Fonte: Rovena Rosa/Agência Brasil
