SUS recebe R$ 2,2 bi para ampliar tratamento contra o câncer Tratamento contra o câncer ganha reforço recorde após o governo federal destinar R$ 2,2 bilhões ao Sistema Único de Saúde (SUS), medida que deve facilitar o acesso de 112 mil pacientes a medicamentos de alto custo, cirurgias robóticas e reconstrução mamária.
Investimento inclui 23 medicamentos oncológicos de alto custo
De acordo com anúncio feito em 15 de maio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a nova tabela de financiamento do SUS passa a contemplar 23 fármacos oncológicos considerados de primeira linha. O pacote representa um aumento de 35 % na oferta de remédios e cobre 18 tipos de câncer, entre eles mama, pulmão, leucemia, ovário e estômago.
Dez medicamentos serão comprados diretamente pelo Ministério da Saúde e distribuídos aos estados, enquanto os demais ficarão sob responsabilidade dos centros habilitados, por meio da Autorização de Procedimento Ambulatorial (Apac) e da Ata de Negociação Nacional. Segundo o Palácio do Planalto, um paciente que precisasse recorrer à rede privada gastaria até R$ 630 mil para receber alguns desses tratamentos.
Cirurgia robótica passa a ter verba permanente no SUS
Para o câncer de próstata, o investimento prevê R$ 50 milhões anuais destinados à cirurgia robótica. A tecnologia, além de oferecer maior precisão ao cirurgião, reduz perda sanguínea e necessidade de transfusões. A expectativa oficial é atender cerca de 5 mil homens por ano.
Reconstrução mamária agora cobre todas as mutilações
O direito à cirurgia de reconstrução mamária, antes restrito a sequelas do câncer, passa a valer para qualquer caso de mutilação total ou parcial dos seios. A ampliação exigirá R$ 27,4 milhões por ano, aumento estimado em 13 % em relação a 2025, e busca garantir reabilitação física e psicológica integral às pacientes.
Presidente destaca papel do Estado na igualdade de acesso
Durante a cerimônia, Lula afirmou que o pacote simboliza “uma rota de civilidade” ao tornar o pobre visível para o sistema de saúde. “O Estado tem a função de fazer justiça e dar oportunidade de igualdade a todas as pessoas”, declarou o chefe do Executivo.
Especialistas apontam avanço histórico no combate ao câncer
Instituições de referência, como o Instituto Nacional de Câncer (INCA), consideram a atualização da tabela de alto impacto, pois destrava tratamentos incorporados há mais de uma década que ainda aguardavam oferta regular na rede pública.
Com o novo orçamento, o governo busca reduzir filas e acelerar a iniciação terapêutica, meta alinhada às diretrizes da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer.
Quer acompanhar outras iniciativas voltadas à saúde pública? Visite a editoria de Saúde do Giro pela Bahia e fique por dentro das últimas atualizações.
Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
