Sarampo em São Paulo: estado confirma primeiro caso de 2026 — A Secretaria de Estado da Saúde confirmou que uma menina de seis meses, sem histórico de imunização, tornou-se o primeiro registro de sarampo em São Paulo neste ano. A criança esteve na Bolívia em janeiro, o que caracteriza infecção importada.
Sarampo em São Paulo: estado confirma primeiro caso de 2026
De acordo com a pasta estadual, o caso foi notificado em fevereiro e teve diagnóstico laboratorial positivo, seguindo protocolo de vigilância epidemiológica. Em todo o ano de 2025, o estado registrou apenas dois ocorrências, também importadas, o que reforça a necessidade de manter a cobertura vacinal elevada para evitar a reintrodução do vírus.
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, integra o Calendário Nacional de Vacinação. A primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses de idade, e a segunda, aos 15 meses. Para quem não possui comprovante de vacinação, o Ministério da Saúde recomenda duas doses com intervalo mínimo de 30 dias para pessoas de 5 a 29 anos; entre 30 e 59 anos, uma dose é considerada suficiente.
Em comunicado anterior, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que, entre 2024 e 2025, os contágios de sarampo nas Américas aumentaram 32 vezes, resultado da queda nas coberturas vacinais durante e após a pandemia de covid-19. Especialistas destacam que o vírus é altamente contagioso e pode levar a complicações, sobretudo em crianças menores de cinco anos.
Segundo a Secretaria da Saúde, ações de bloqueio vacinal e busca ativa de contatos próximos à paciente já foram concluídas em parceria com a prefeitura da capital. Até o momento, não há indícios de cadeia de transmissão local. Entretanto, o governo paulista reforça que qualquer pessoa com sintomas como febre, manchas vermelhas no corpo, tosse ou conjuntivite procure imediatamente uma unidade de saúde.
O Ministério da Saúde mantém campanhas permanentes para ampliar a cobertura. Profissionais lembram que a imunização é gratuita em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do país e que não há necessidade de agendamento prévio para receber a dose.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
