Caso Marielle: Moraes vota para tornar réus suspeitos de obstrução
Caso Marielle: Moraes vota para tornar réus suspeitos de obstrução ganhou novo capítulo após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestar-se, em 15 de maio de 2026, pela abertura de ação penal contra três investigados por atrapalhar o inquérito sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorridos em 2018.
Voto do relator aponta indícios de obstrução
No julgamento virtual da Primeira Turma, Moraes concluiu haver “indícios mínimos de autoria e materialidade” de que o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, o delegado Giniton Lages e o comissário Marco Antônio de Barros atuaram, em conjunto, para prejudicar as investigações. Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o trio teria feito desaparecer provas, apresentado testemunhas falsas, incriminado inocentes e realizado diligências desnecessárias para proteger autores intelectuais e executores do crime.
Argumentos das defesas
A defesa de Rivaldo Barbosa solicitou a rejeição da denúncia por entender não existirem provas consistentes, alegando que a acusação baseia-se em “meras inferências”. Já os advogados de Giniton Lages sustentaram que ele não possui foro especial e, portanto, não poderia ser julgado pelo STF. Por sua vez, os representantes de Marco Antônio de Barros afirmaram que nenhuma prova nova foi produzida contra o comissário e destacaram que a investigação policial levou à prisão de Ronnie Lessa, delator e executor confesso do crime.
Próximos passos no STF
O julgamento virtual permanecerá aberto até 22 de maio de 2026. Até lá, os demais ministros da Primeira Turma devem inserir seus votos eletronicamente. Caso a maioria acompanhe Moraes, os três investigados passarão à condição de réus e responderão a processo criminal no Supremo. Detalhes sobre o funcionamento dos julgamentos virtuais podem ser conferidos no portal oficial do STF, referência em informações jurídicas nacionais.
Em fevereiro deste ano, o Tribunal do Júri do Rio condenou, em primeiro grau, os irmãos Brazão e outros envolvidos como mandantes do duplo homicídio. A eventual confirmação da ação penal contra Barbosa, Lages e Barros amplia o alcance da responsabilização por possíveis atos de obstrução.
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Crédito da imagem: Nunah Alle/Mídia NINJA
Fonte: Agência Brasil
