Síndrome respiratória em Goiás responde por 2.671 hospitalizações confirmadas, das quais 42% envolvem crianças de até dois anos, segundo painel da Secretaria de Saúde divulgado em 19 de abril de 2026.
Situação de emergência e principais números
O governo goiano declarou situação de emergência em saúde pública por 180 dias em 16 de abril, após o avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Desde então, foram instalados centros de operações para monitoramento contínuo. O boletim mais recente indica:
- 1.139 casos em bebês de 0 a 2 anos (42% do total);
- 482 ocorrências entre pessoas acima de 60 anos (18%);
- 115 óbitos registrados no estado.
Vírus em circulação e medidas adotadas
Entre os infectados, 148 casos foram atribuídos ao vírus Influenza, enquanto 1.080 ficaram classificados como “outros vírus”. A variante K do Influenza motivou atenção especial das autoridades sanitárias, que autorizaram a compra emergencial de insumos e a contratação temporária de profissionais sem processo licitatório convencional.
Em linha com o decreto, processos ligados ao enfrentamento da crise terão prioridade máxima em todos os órgãos estaduais.
Cenário regional e dados do Distrito Federal
O Distrito Federal, vizinho a Goiás, também intensificou o acompanhamento da SRAG. A Secretaria de Saúde local informa predominância da variante K na América do Sul, mas sem aumento da gravidade clínica ou perda de eficácia vacinal. Até o momento, o DF registrou 67 casos de SRAG por Influenza, com um óbito.
Aumento entre crianças e recomendação de especialistas
O boletim InfoGripe da Fiocruz mostrou elevação de hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) em crianças menores de dois anos em quatro das cinco regiões brasileiras. A instituição ressalta que, embora casos graves de covid-19 permaneçam em baixa, o monitoramento deve ser mantido devido à possibilidade de novas altas nas próximas semanas.
Vacinação permanece prioridade
O Ministério da Saúde mantém campanha nacional de vacinação contra Influenza, priorizando crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos e gestantes. Bebês de seis meses também devem receber a vacina contra a covid-19. Reforços periódicos são recomendados para grupos vulneráveis, e gestantes passaram a ter acesso à vacina contra o VSR visando proteger recém-nascidos.
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Crédito da imagem: Tony Winston/Agência Brasília
Fonte: Tony Winston/Agência Brasília
