Bolsonaro segue na UTI, mas apresenta melhora clínica é o que aponta boletim médico divulgado em 17 de março pelo Hospital DF Star, em Brasília. O ex-presidente permanece internado com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.
Bolsonaro segue na UTI, mas apresenta melhora clínica
De acordo com o comunicado assinado pelos médicos Cláudio Birolini (cirurgião-geral), Leandro Echenique e Brasil Caiado (cardiologistas), Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior (coordenador da UTI Geral) e Allisson B. Barcelos Borges (diretor-geral), o paciente “mantém evolução clínica e laboratorial favorável” nas últimas 24 horas.
O ex-presidente está sob antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo, fisioterapia respiratória e motora. Embora apresente sinais positivos, a equipe reforça que não há previsão de alta.
Na tarde de 16 de março, Bolsonaro foi transferido para uma acomodação de terapia intensiva considerada mais adequada ao estágio atual da enfermidade. Essa mudança, segundo os especialistas, visa otimizar o monitoramento contínuo de parâmetros cardíacos, respiratórios e infecciosos.
Histórico da internação
Detido na Papudinha, prédio do Complexo Penitenciário da Papuda, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e crimes correlatos, o ex-presidente sentiu-se mal em 13 de março. Naquele momento, apresentou febre elevada, queda de saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) conduziu-o ao DF Star, onde foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral.
Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, quadros de broncopneumonia em pacientes acima dos 60 anos exigem vigilância constante, sobretudo quando há comorbidades ou histórico de cirurgias abdominais, como é o caso do ex-presidente.
Tratamento e próximos passos
Enquanto permanecer na unidade de terapia intensiva, Bolsonaro seguirá recebendo antibióticos de amplo espectro, fisioterapia respiratória para melhorar a expansibilidade pulmonar e sessões de mobilização motora a fim de evitar perda de massa muscular. A equipe médica informou que novos exames laboratoriais serão realizados periodicamente para avaliar marcadores inflamatórios e ajuste da medicação.
Os médicos reiteraram que atualizações só serão repassadas por meio de boletins oficiais do hospital, medida adotada para preservar a confidencialidade e a segurança do tratamento.
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Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
