MC Poze do Rodo continua preso após audiência de custódia em decisão da Justiça Federal de São Paulo, que optou por manter a detenção do cantor de 27 anos durante sessão virtual realizada no presídio José Frederico Marques, em Benfica, zona norte do Rio de Janeiro.
Justiça mantém detenção após videoconferência
A audiência de custódia, realizada por videoconferência, avaliou a legalidade da prisão de Marlon Brendon Coelho Couto Silva, conhecido artisticamente como MC Poze do Rodo. Ao final da sessão, o magistrado responsável entendeu que permanecem presentes os indícios de autoria e materialidade que justificam a medida cautelar, determinando a continuidade da custódia no complexo de Benfica, onde o artista se encontra à disposição do Poder Judiciário.
O músico foi detido em 15 de abril, no bairro do Recreio dos Bandeirantes, após deflagração da Operação Narcofluxo pela Polícia Federal de São Paulo. Inicialmente levado à Superintendência da PF no Rio, ele acabou transferido para o sistema penitenciário estadual, local que abriga presos federais enquanto aguardam decisões judiciais.
Operação Narcofluxo mira esquema bilionário
A investigação apura a existência de uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e movimentação financeira ilícita, inclusive por meio de criptoativos, dentro e fora do país. Segundo a Polícia Federal, o grupo teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão em transações suspeitas. Entre os alvos da operação estão também o funkeiro MC Ryan SP e o influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador do site Choquei, ambos presos na mesma data.
Em nota, o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves, que representa MC Poze do Rodo, afirmou que a defesa ainda não teve acesso à íntegra das acusações que fundamentam a prisão. “Os agentes apenas cumpriram o mandado; nem eles conhecem o teor da investigação”, declarou. Informações oficiais sobre a operação podem ser consultadas no portal da Polícia Federal, responsável pelo inquérito.
Caso seja denunciado, o artista poderá responder pelos crimes de associação criminosa e lavagem de capitais, cujas penas somadas podem ultrapassar dez anos de reclusão. Até o momento, não há previsão para novo pedido de liberdade provisória.
Para acompanhar os desdobramentos deste caso e outras ações judiciais, visite nossa editoria de Justiça e mantenha-se informado.
Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
